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	<title>Biografias - Vida e Obra</title>
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	<description>Site com informações sobre a vida e obra de personalidades.</description>
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		<title>Joaquim Benedito Barbosa Gomes &#8211; Juristas</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 11:22:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mqt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Juristas]]></category>
		<category><![CDATA[Biografias]]></category>
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		<description><![CDATA[Ministro Joaquim Barbosa
Joaquim Benedito Barbosa Gomes
* Paracatu, MG &#8211; 7 de outubro 1954 d.C

Joaquim Barbosa nasceu em Paracatu, noroeste de Minas Gerais. É o primogênito de oito filhos. Pai pedreiro e mãe dona de casa, passou a ser arrimo de família quando estes se separaram. Aos 16 anos foi sozinho para Brasília, arranjou emprego na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #008080;">Ministro Joaquim Barbosa</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.biografia.wiki.br/wp-content/uploads/2009/11/PERSONALIDADES-Juristas-Brasil-Ministro-Joaquim-Barbosa-STF-04.jpg" class="lightview" rel="gallery[998]" title="PERSONALIDADES - Juristas - Brasil - Ministro Joaquim Barbosa STF 04"><img class="aligncenter size-full wp-image-999" title="PERSONALIDADES - Juristas - Brasil - Ministro Joaquim Barbosa STF 04" src="http://www.biografia.wiki.br/wp-content/uploads/2009/11/PERSONALIDADES-Juristas-Brasil-Ministro-Joaquim-Barbosa-STF-04.jpg" alt="PERSONALIDADES - Juristas - Brasil - Ministro Joaquim Barbosa STF 04" width="300" height="443" /></a><strong><span style="color: #008080;">Joaquim Benedito Barbosa Gomes</span></strong><span style="color: #008080;"><br />
* Paracatu, MG &#8211; 7 de outubro 1954</span><strong><span style="color: #008080;"> </span></strong><span style="color: #008080;">d.C</span><strong><span style="color: #008080;"><br />
</span></strong></p>
<p>Joaquim Barbosa nasceu em Paracatu, noroeste de Minas Gerais. É o primogênito de oito filhos. Pai pedreiro e mãe dona de casa, passou a ser arrimo de família quando estes se separaram. Aos 16 anos foi sozinho para Brasília, arranjou emprego na gráfica do Correio Braziliense e terminou o segundo grau, sempre estudando em colégio público. Obteve seu bacharelado em Direito na Universidade de Brasília, onde, em seguida, obteve seu mestrado em Direito do Estado.</p>
<p>Prestou concurso público para <strong><span style="color: #808080;">procurador da República</span></strong>, e foi aprovado. Licenciou-se do cargo e foi estudar na França, por quatro anos, tendo obtido seu mestrado em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas) em 1990 e seu doutorado em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas) em 1993.</p>
<p>Retornou ao cargo de procurador no Rio de Janeiro e professor concursado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foi visiting scholar no <strong><span style="color: #808080;">Human Rights Institute</span></strong> da faculdade de direito da <strong><span style="color: #808080;">Universidade Columbia</span></strong> em Nova York (1999 a 2000) e na Universidade da <strong><span style="color: #808080;">Califórnia Los Angeles School of Law</span></strong> (2002 a 2003). Fez estudos complementares de idiomas estrangeiros no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha. <strong><span style="color: #808080;">É fluente em francês, inglês, alemão e espanhol</span></strong>. Toca <strong><span style="color: #808080;">piano e violino</span></strong> desde os 16 anos de idade.</p>
<p>Embora se diga que ele é o primeiro negro a ser ministro do STF, ele foi, na verdade, o terceiro, sendo precedido por Hermenegildo de Barros (de 1919 a 1937) e Pedro Lessa (de 1907 a 1921).</p>
<p><strong><span style="color: #008080;">Principais posições</span></strong></p>
<p>Demonstra defesa incondicional em certas questões. É o único ministro abertamente favorável à <strong><span style="color: #808080;">legalização do aborto</span></strong>; é contra o poder do Ministério Público de arquivar inquéritos administrativamente, ou de presidir inquéritos policiais. Defende que se transfira a competência para julgar processos sobre trabalho escravo para a Justiça federal.</p>
<p>Defende a tese de que despachar com advogados deva ser uma exceção, e nunca uma rotina, para os ministros do Supremo. Restringe ao máximo seu atendimento a advogados de partes, por entender que essa liberalidade do juiz não pode favorecer a desigualdade. A posição do ministro, todavia, é criticada por advogados e pela Ordem dos Advogados do Brasil,[6] sob o fundamento de que despachar com os magistrados é um direito dos advogados, conferido pela Lei 8.906/94, cujo art. 7, inciso VIII preceitua ser direito dos advogados: &#8220;dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de horário previamente marcado ou outra condição, observando-se a ordem de chegada&#8221;.</p>
<p>O ministro Barbosa diz ser, também, contra à suposta prestação preferencial de jurisdição às partes de maior poder aquisitivo (&#8220;furar fila&#8221;). A postura do ministro também tem sido criticada pela OAB, sob o fundamento de que, por vezes, situações de urgência realmente justificariam a inversão da ordem dos julgamentos.</p>
<p>Barbosa opõe-se, também, ao foro privilegiado para autoridades.</p>
<p><strong><span style="color: #008080;">Atuação no STF</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #008080;">Mensalão</span></strong></p>
<p>Assumiu em 2006 a relatoria da denúncia contra os acusados do mensalão feita pelo <strong><span style="color: #808080;">Procurador-Geral da República, Antonio Fernando de Souza</span></strong>. Durante o julgamento defendeu a aceitação das denúncias contra os quarenta réus do Mensalão, o que foi aceito pelo tribunal. O julgamento prossegue no Supremo, pelo menos até 2010, podendo até reverter o fato histórico de o STF, desde sua criação em 1824, nunca ter condenado nenhum político.</p>
<p>Em artigo comentando o julgamento, a Revista Veja escreveu: &#8220;O Brasil nunca teve um ministro como ele (…) No julgamento histórico em que o STF pôs os mensaleiros (e o governo e o PT) no banco dos réus, Joaquim Barbosa foi a estrela – ele, o negro que fala alemão, o mineiro que dança forró, o juiz que adora história e ternos de Los Angeles e Paris&#8221;. Segundo a Veja: &#8220;O ministro Joaquim Barbosa, mineiro de 52 anos, votou em Lula, mas foi implacável na denúncia do mensalão (…)&#8221;</p>
<p>Nas 112 votações que o tribunal realizou durante o julgamento, o voto de Barbosa, como relator do processo, foi seguido pelo de seus pares em todas as ocasiões – e, em 96 delas, por unanimidade.</p>
<p><strong><span style="color: #008080;">Ronaldo Cunha Lima</span></strong></p>
<p>Foi de sua iniciativa a abertura de processo contra o deputado Ronaldo Cunha Lima, decisão considerada histórica, pois foi a primeira vez em que o STF abriu processo contra um parlamentar. No dia seguinte, Cunha Lima renunciou ao mandato para escapar do processo, o que provocou duras críticas por parte de Joaquim Barbosa.</p>
<p><strong><span style="color: #008080;">Células-tronco</span></strong></p>
<p>No polêmico julgamento das células-tronco, Joaquim Barbosa votou a favor da liberação de seu uso para fins de pesquisas.</p>
<p><strong><span style="color: #008080;">Gilmar Mendes</span></strong></p>
<p>Em 22 de abril de 2009 o ministro Gilmar Mendes e o ministro Joaquim Barbosa discutiram na sessão plenária do tribunal. Barbosa, vocalizando a posição de considerável parte da opinião pública, acusou o presidente da Corte de estar &#8220;destruindo a credibilidade da Justiça brasileira&#8221; durante o julgamento de duas ações &#8211; referentes ao pagamento de previdência a servidores do Paraná e à prerrogativa de foro privilegiado.</p>
<p>Barbosa foi categórico ao afirmar: &#8220;Vossa excelência não está na rua, vossa excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro&#8221;.</p>
<p>Disse ainda: &#8220;Vossa excelência quando se dirige a mim não está falando com os seus capangas do Mato Grosso&#8221;. Mendes se apressou em encerrar a sessão sem refutar nenhuma das acusações. O episódio lembrou um de agosto de 2007 no qual Barbosa acusou Mendes de estar dando um &#8220;jeitinho&#8221;, através da Questão de Ordem, que seria um &#8220;atalho para se obter um resultado inverso ao que foi atingido ontem&#8221;. Neste debate eles já tinham utilizado a expressão &#8220;dar uma lição de moral&#8221; um contra o outro.</p>
<p>No dia 24 de abril, Barbosa foi saudado e fotografado por dezenas de pessoas durante e após almoço com três amigos no tradicional Bar Luiz, na rua da Carioca, no centro do Rio de Janeiro. Um colega da Procuradoria da República garantiu que Barbosa &#8220;está bem, feliz e sem nenhum arrependimento&#8221;. No mesmo dia, em Brasília, em grupo de cerca de dez pessoas, simpáticos à posição de Barbosa, protestou contra Mendes.</p>
<p>Os manifestantes levaram uma faixa com a inscrição &#8220;Miss Capanga&#8221; para colocar na estátua de Têmis em frente à sede do STF, mas foram impedidos pelos seguranças do prédio. Também estenderam faixas com as frases &#8220;Gilmar, saia às ruas e não volte ao STF&#8221; e &#8220;Gilmar Dantas, as ruas não têm medo de seus capangas&#8221; &#8211; em referência às acusações de Barbosa e aos dois habeas-corpus concedidos por Mendes ao banqueiro Daniel Dantas, após a Operação Satiagraha.</p>
<p>* &#8220;Vossa Excelência está destruindo a justiça desse país. (&#8230;) Vossa Excelência não está na rua, Vossa Excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro. (&#8230;) Vossa Excelência, quando se dirige a mim, não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar.&#8221;</p>
<p>- Joaquim Barbosa durante discussão com Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil, numa sessão plenária do dia 22 de abril de 2009.</p>
<p>- Fonte: O Globo</p>
<p>* &#8220;Enganaram-se os que pensavam que o STF iria ter um negro submisso, subserviente. (&#8230;)&#8221;</p>
<p>- Fonte: Folha de São Paulo</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/2yMrt89bF0c" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/2yMrt89bF0c"></embed></object></p>
<p><span style="color: #008080;">Atuação no TSE</span></p>
<p>Tomou posse como vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral no dia 6 de maio de 2008, sendo o presidente o Ministro Carlos Ayres Britto.</p>
<p>No mais polêmico julgamento desde que tomou posse no tribunal, Joaquim Barbosa votou a favor da tese de que políticos condenados em primeira instância poderiam ter sua candidatura anulada, sendo porém voto vencido nesta questão.</p>
<p>Em 17 de novembro de 2009 o ministro Joaquim Barbosa, em virtude de problemas de saúde, anunciou sua renúncia ao Tribunal Superior Eleitoral, do qual seria presidente a partir de abril de 2010.</p>
<p><span style="color: #008080;">Perfil</span></p>
<p>O ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes, é mineiro de Paracatu (MG), onde cursou o primário. Mudou-se para Brasília, onde cursou o segundo grau e o curso de Direito. Desde cedo se interessou pelo estudo de línguas estrangeiras, com cursos no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha.</p>
<p><span style="color: #008080;">Início da vida profissional</span></p>
<p>Iniciou sua carreira profissional como compositor gráfico do Centro Gráfico do Senado Federal e, em 1976, fez concurso para Oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores tendo servido na Embaixada do Brasil em Helsinki, Finlândia. De 1979 a 1984 foi advogado do Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO) e depois chefiou a Consultoria Jurídica do Ministério da Saúde (1985-88).</p>
<p><span style="color: #008080;">Formação acadêmica</span></p>
<p>[ad#Retangulos - Direita]Paralelamente ao exercício de cargos no serviço público, Joaquim Barbosa manteve estreitas ligações com o mundo acadêmico. É professor licenciado da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde ensinou as disciplinas de Direito Constitucional e Direito Administrativo. Foi Visiting Scholar (1999-2000) no Human Rights Institute da Columbia University School of Law, em Nova Iorque, e na University of California Los Angeles School of Law (2002-2003).</p>
<p>De 1980 a 1982 se tornou mestre em Direito e Estado pela Universidade de Brasília (UnB). O ministro cumpriu ainda extenso programa de doutoramento de 1988 a 1992, o qual resultou na obtenção de três diplomas de pós-graduação. É doutor e mestre em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas).</p>
<p><span style="color: #008080;">Obras literárias</span></p>
<p>É autor das obras &#8220;La Cour Suprême dans le Système Politique Brésilien&#8221;, publicada na França em 1994 pela Librairie Générale de Droit et de Jurisprudence (LGDJ), na coleção &#8220;Bibliothèque Constitutionnelle et de Science Politique”; &#8220;Ação Afirmativa &amp; Princípio Constitucional da Igualdade. O Direito como Instrumento de Transformação Social. A Experiência dos EUA&#8221;, publicado pela Editora Renovar, Rio de Janeiro, 2001; e de inúmeros artigos de doutrina.</p>
<p>O ministro Joaquim Barbosa é um assíduo conferencista, tanto no Brasil quanto no exterior. Foi bolsista do CNPq (1988-92), da Fundação Ford (1999-2000) e da Fundação Fullbright (2002-2003).</p>
<p>Como membro do Ministério Público Federal, atuou em Brasília (1984-1993) e no Rio de Janeiro, de 1993 a 2003, quando foi nomeado pelo presidente Lula, assim como seu colega Carlos Ayres Britto, para ocupar a cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).</p>
<p>Em abril de 2008 tornou-se ministro efetivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde já desempenhava funções como ministro substituto desde 2006.</p>
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		<title>Anselmo Duarte &#8211; Artista e Diretor de Cinema</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 17:37:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mqt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atores]]></category>
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		<description><![CDATA[Anselmo Duarte Bento

* Salto, SP. &#8211; 21 de abril de 1920 d.C
+ São Paulo, SP. 7 de novembro de 2009 d.C
Ator, roteirista e cineasta brasileiro. Ganhou em 1962 a Palma de Ouro em Cannes, única concedida a um filme brasileiro, com O Pagador de Promessas, que também concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Anselmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;"><strong>Anselmo Duarte Bento<br />
</strong><img class="aligncenter size-full wp-image-990" title="PERSONALIDADES - Atores - BRASIL - ANSELMO DUARTE Retrato 01" src="http://www.biografia.wiki.br/wp-content/uploads/2009/11/PERSONALIDADES-Atores-BRASIL-ANSELMO-DUARTE-Retrato-01.jpg" alt="PERSONALIDADES - Atores - BRASIL - ANSELMO DUARTE Retrato 01" width="200" height="265" /><br />
* Salto, SP. &#8211; 21 de abril de 1920 d.C<br />
+ São Paulo, SP. 7 de novembro de 2009 d.C</span></p>
<p>Ator, roteirista e cineasta brasileiro. Ganhou em 1962 a <strong><span style="color: #808080;">Palma de Ouro em Cannes</span></strong>, única concedida a um filme brasileiro, com <strong><span style="color: #808080;">O Pagador de Promessas</span></strong>, que também concorreu ao <strong><span style="color: #808080;">Oscar de melhor filme estrangeiro</span></strong>. Anselmo Duarte também dirigiu outros clássicos do cinema nacional, como <strong><span style="color: #808080;">Absolutamente Certo</span></strong> e <strong><span style="color: #808080;">Vereda da Salvação</span></strong>, mas, devido a divergências ideológicas com a turma do <strong><span style="color: #808080;">Cinema Novo</span></strong>, sua carreira entrou em declínio e não acompanhou seu imenso talento. Foi membro do júri Festival de Cannes em 1971.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.biografia.wiki.br/wp-content/uploads/2009/11/PERSONALIDADES-Atores-BRASIL-ANSELMO-DUARTE-Cena-do-O-Pagador-de-Promessass.jpg" class="lightview" rel="gallery[989]" title="PERSONALIDADES - Atores - BRASIL - ANSELMO DUARTE Cena do O Pagador de Promessass"><img class="aligncenter size-full wp-image-996" title="PERSONALIDADES - Atores - BRASIL - ANSELMO DUARTE Cena do O Pagador de Promessass" src="http://www.biografia.wiki.br/wp-content/uploads/2009/11/PERSONALIDADES-Atores-BRASIL-ANSELMO-DUARTE-Cena-do-O-Pagador-de-Promessass.jpg" alt="PERSONALIDADES - Atores - BRASIL - ANSELMO DUARTE Cena do O Pagador de Promessass" width="300" height="388" /></a><span style="color: #008080;">Leonardo Vilar e Glória Menezes &#8211; Cena do filme O Pagador de Promessas</span></p>
<p>Anselmo Duarte nasceu na pequena cidade de Salto, interior de São Paulo, numa casa simples situada na atual Rua Monsenhor Couto, em frente à Igreja Matriz de Nossa Senhora do Monte Serrat, onde seu pai tinha um comércio, conhecido por Venda da Capivara. De origem humilde, é o sétimo filho de Olympia Duarte, senhora que, abandonada pelo marido poucos meses após dar a luz ao caçula Anselmo, muito se esforçava no ofício de costureira para sustentar toda a família.</p>
<p>Em sua cidade natal, Anselmo viveu até os 14 anos, quando foi para São Paulo, onde trabalhou como datilógrafo, contabilista e dançarino. Mudou-se para o Rio de Janeiro, e lá atuou como figurante em filmes e redator e repórter de uma revista.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-991" title="PERSONALIDADES - Atores - BRASIL - ANSELMO DUARTE Retrato 02" src="http://www.biografia.wiki.br/wp-content/uploads/2009/11/PERSONALIDADES-Atores-BRASIL-ANSELMO-DUARTE-Retrato-02.jpg" alt="PERSONALIDADES - Atores - BRASIL - ANSELMO DUARTE Retrato 02" width="213" height="320" /></p>
<p>Seu primeiro trabalho como ator foi no filme inacabado do diretor norte-americano <strong><span style="color: #808080;">Orson Welles</span></strong>, It&#8217;s All True, em 1942. Maior galã do cinema brasileiro nos anos 1940 e 1950, participou de produções dos estúdios Cinédia, Atlântida e Vera Cruz. Estreou como ator principal no filme &#8220;Querida Suzana&#8221;, de 1946, e seu primeiro trabalho como diretor, coroado de muito sucesso, foi em &#8220;Absolutamente Certo&#8221;, de 1957.</p>
<p>Impossível pensar no cinema brasileiro omitindo a contribuição do ator e diretor saltense Anselmo Duarte. Sua carreira confunde-se com a própria história da arte cinematográfica nacional. Somando-se suas atuações como ator, roteirista e diretor, são mais de quarenta filmes.</p>
<p>Foi velado no saguão do <a href="http://www.destaquesp.com/index.php/Cultura/Especial/centro-de-educacao-e-cultura-de-salto.html" target="_blank">Centro de Educação e Cultura</a>, em Salto, que leva seu nome, e será enterrado na cidade de Salto onde nasceu.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;">O Pagador de Promessas &#8211; Trailer</span></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ZxLmDRm0diw" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/ZxLmDRm0diw"></embed></object></p>
<p>FICHA TÉCNICA<br />
• Título original: O Pagador de Promessas<br />
• Gênero: Drama<br />
• Duração: 95 min.<br />
• Lançamento (Brasil): 1962<br />
• Estúdio: Cinedistri<br />
• Distribuição: Lionex Films e Embrafilme<br />
• Direção: Anselmo Duarte<br />
• Assistente de direção: José Teles<br />
• Roteiro: Alsemo Duarte<br />
• Produção: Oswaldo Massaini</p>
<p>SINOPSE<br />
Zé do Burro, um homem humilde e dono de um pequeno pedaço de terra no Nordeste, tem como melhor amigo um burro. Quando o animal adoece, Zé em situação de desespero, faz uma promessa à uma mãe-de-santo de que, se o burro se recuperasse, ele iria doar sua terra aos pobres e carregaria uma cruz até a Igreja de Santa Bárbara em Salvador, onde a iria oferecer ao padre local. Com o burro já recuperado, Zé, seguido pela sua esposa Rosa, inicia então a sua jornada que contará com um difícil percurso cercado por dificuldades, religiões, empecilhos impostos pela política da época e até mesmo uma abordagem sobre a reforma agrária.</p>
<p><strong><span style="color: #008080;">Filmes:</span></strong></p>
<p>* Brasa Adormecida (1987)<br />
* Tensão no Rio (1982)<br />
* O Caçador de Esmeraldas (1979)<br />
* Os Trombadinhas (1979)<br />
* Embalos Alucinantes (1978)<br />
* Paranóia (1977)<br />
* O Crime do Zé Bigorna (1977)<br />
* Já Não Se Faz Amor como Antigamente (1976)<br />
* Ninguém Segura Essas Mulheres (1976)<br />
* A Casa das Tentações (1975)<br />
* A Noiva da Noite (1974)<br />
* O Marginal (1974)<br />
* O Descarte (1973)<br />
* Independência ou Morte (1972)<br />
* Um Certo Capitão Rodrigo (1971)<br />
* O Impossível Acontece (1969)<br />
* Quelé do Pajeú (1969)<br />
* A Madona de Cedro (1968)<br />
* Juventude e Ternura (1968)<br />
* O Caso dos Irmãos Naves (1967)<br />
* A Espiã Que Entrou em Fria (1967)<br />
* Vereda de Salvação (1964)<br />
* O Pagador de Promessas (1962)<br />
* As Pupilas do Senhor Reitor (1961)<br />
* Un rayo de luz (1960)<br />
* O Cantor e o Milionário (1958)<br />
* Absolutamente Certo (1957)<br />
* Arara Vermelha (1957)<br />
* Depois Eu Conto (1956)<br />
* O Diamante (1956)<br />
* Carnaval em Marte (1955)<br />
* Sinfonia Carioca (1955)<br />
* Sinhá Moça (1953)<br />
* Veneno (1952)<br />
* Apassionata (1952)<br />
* Tico-Tico no Fubá (1952)<br />
* Amei um Bicheiro (1952)<br />
* Maior Que o Ódio (1951)<br />
* Aviso aos Navegantes (1950)<br />
* A Sombra da Outra (1950)<br />
* Pinguinho de Gente (1949)<br />
* O Caçula do Barulho (1949)<br />
* Carnaval no Fogo (1949)<br />
* Terra Violenta (1948)<br />
* Inconfidência Mineira (1948)<br />
* Querida Susana (1947)<br />
* Não Me Digas Adeus (1947)</p>
<p><strong><span style="color: #008080;">Premiações</span></strong></p>
<p>* Foi Homenageado com um Grande Centro de Educação e Cultura (CEC) em Salto, &#8220;Tributo a Anselmo Duarte&#8221; (2009).<br />
* Convidado especial Palma de Ouro do 50º Aniversário do Festival de Cannes, na França (1997).<br />
* O pagador de promessas ganha cinco prêmios internacionais, com destaque para a Palma de Ouro em Cannes, França (1962).<br />
* Melhor Ator, por Um pinguinho de gente, Prêmio &#8220;Revista A Cena Muda&#8221;, Rio de Janeiro (1949).</p>
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		<title>Claude Lévi-Strauss &#8211; Antropólogo</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 16:49:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mqt</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Claude Lévi-Strauss
* Bruxelas, Bélgica &#8211; 28 de novembro 1908 d.C
+ Paris, França &#8211; 31 de outubro de 2009 d.C
Antropólogo francês, considerado um dos grandes intelectuais do século XX. é considerado o fundador da Estruturalismo em meados da década de 1950. É filho de pais franceses: Raymond Lévi-Strauss e Emma Lévy.

Em 1909, a família, de origem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #008080;">Claude Lévi-Strauss</span></strong><br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-965" title="Personalidades - Antropólogos - Bégica - CLAUDE LEVI STRAUSS 01" src="http://www.biografia.wiki.br/wp-content/uploads/2009/11/Personalidades-Antropólogos-Bégica-CLAUDE-LEVI-STRAUSS-01.jpg" alt="Personalidades - Antropólogos - Bégica - CLAUDE LEVI STRAUSS 01" width="260" height="260" /><span style="color: #008080;">* Bruxelas, Bélgica &#8211; 28 de novembro 1908 d.C<br />
+ Paris, França &#8211; 31 de outubro de 2009 d.C</span></p>
<p>Antropólogo francês, considerado um dos grandes intelectuais do século XX. é considerado o fundador da <strong><span style="color: #888888;">Estruturalismo</span></strong> em meados da década de 1950. É filho de pais franceses: Raymond Lévi-Strauss e Emma Lévy.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-977 aligncenter" title="Personalidades - Antropólogos - Bégica - CLAUDE LEVI STRAUSS 1931" src="http://www.biografia.wiki.br/wp-content/uploads/2009/11/Personalidades-Antropólogos-Bégica-CLAUDE-LEVI-STRAUSS-1931.jpg" alt="Personalidades - Antropólogos - Bégica - CLAUDE LEVI STRAUSS 1931" width="220" height="330" /></p>
<p><span style="background-color: #ffffff;">Em 1909, a família, de origem judaica, muda-se para Paris. Iniciou seus estudos em Direito e Filosofia na Sorbonne (Paris). Não completou os estudos em Direito, conseguido a licenciatura em Filosofia no ano de 1931. Após alguns anos de professorado em escolas secundárias ele aceitou o convite para integrar uma missão cultural Brasil.</span></p>
<p>Levi-Strauss integrou essa missão junto a outros professores, sobretudo franceses. A influência dessa comitiva que chegou a pedido do <strong><span style="color: #888888;">Governo Getúlio Vargas</span></strong> na década de 1930, é até hoje uma marcante influência na cultura intelectual da Universidade de São Paulo.</p>
<p>Levi-Strauss lecionou no Brasil de 1934 até 1938. Nesse período, o então jovem professor convidado realizou a primeira de suas poucas visitas acampo, pois a abordagem estruturalista que proporia alguns anos depois, justificaria esse distanciamento do objeto pelo Antropólogo.</p>
<p>Durante este período ele conduziu seu primeiro trabalho etnográfico de campo, realizando pesquisas no Mato Grosso do Sul e na Floresta Amazônica. Esta experiência que cimentou a identidade profissional de Lévi-Strauss como antropólogo. Sobre a forma como se decidiu pela vinda no Brasil, contou que estava em seu apartamento em Paris, tendo terminado o mestrado, quando um amigo o contatou e disse da possibilidade de ir para São Paulo, onde estava sendo formada a Universidade de São Paulo. Os arredores estão cheios de índios, e você vai poder continuar suas pesquisas, disse o amigo.</p>
<p>Retornou para a França em 1939 para tomar parte no esforço de guerra; após a capitulação francesa perante a Alemanha, Lévi-Strauss, judeu, viajou para Nova Iorque. Como muitos outros intelectuais emigrados, ele lecionou na <strong><span style="color: #888888;">New School for Social Research.</span></strong> Fundou, ao lado de <strong><span style="color: #888888;">Jacques Maritain, Henri Focillon e Roman Jakobson, a École Libre des Hautes Études</span></strong>, uma espécie de universidade-no-exílio de acadêmicos franceses.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-979 aligncenter" title="Personalidades - Antropólogos - Bégica - CLAUDE LEVI STRAUSS São Paulo, em 1935" src="http://www.biografia.wiki.br/wp-content/uploads/2009/11/Personalidades-Antropólogos-Bégica-CLAUDE-LEVI-STRAUSS-São-Paulo-em-1935.jpg" alt="Personalidades - Antropólogos - Bégica - CLAUDE LEVI STRAUSS São Paulo, em 1935" width="220" height="330" /></p>
<p>Os anos de guerra, passados em Nova Iorque, foram de formação para Lévi-Strauss, em varíos sentidos. Suas relações com Jakobson ajudaram-no a formalizar sua perspectiva teórica (ambos são considerados pensadores centrais do estruturalismo). Além disso Lévi-Strauss foi exposto à Antropologia estadunidense desenvolvida por <strong><span style="color: #888888;">Franz Boas</span></strong>, que ensinava na Universidade de Columbia. Após um período como adido cultural na embaixada francesa de Washington, Lévi-Strauss retornou a Paris em 1948. Foi então que recebeu seu grau de doutor pela Sorbonne, ao expôr (dentro da tradição francesa) duas teses, uma &#8216;maior&#8217; e outra &#8216;menor&#8217;. Elas foram <strong><span style="color: #888888;">&#8216;Família e vida social entre os Nambikwara&#8217;</span></strong> e <span style="color: #888888;"><strong>&#8216;As estruturas elementares do parentesco&#8217;</strong></span>.</p>
<p>As estruturas elementares do parentesco foi publicada no ano seguinte, e instantâneamente consagrou-se como um dos mais importantes estudos de família já publicados. O título faz uma brincadeira com o título do livro de <strong><span style="color: #888888;">Émile Durkheim</span></strong>, As formas elementares de vida religiosa. Examina-se nesta obra a organização familial a partir da estrutura lógica das relações de parentesco, ao invés de seu conteúdo.</p>
<p>Enquanto antropologistas ingleses como <strong><span style="color: #888888;">Alfred Reginald Radcliffe-Brown</span></strong> argumentavam que o parentesco era baseado em um ancestral comum, Lévi-Strauss argumentava que o parentesco era baseado na aliança entre duas famílias que formava-se quando a mulher de um grupo casava-se com o homem de outro. Neste livro também é levantada a questão do incesto como marco da passagem do estado pré-cultural (ou da natureza) ao estado cultural no homem.</p>
<p>Ao longo do final da década de 1940 e começo da década seguinte Lévi-Strauss continou a publicar e experimentou considerável sucesso profissional. Em seu retorno à França ele envolveu-se com a administração do CNRS e do Musée de l&#8217;Homme, até ocupar uma cadeira na quinta seção da <strong><span style="color: #888888;">École Pratique des Hautes Études</span></strong>, aquela de &#8216;Ciências Religiosas&#8217; que havia pertencido previamente a Marcel Mauss e que Lévi-Strauss renomeou para &#8220;Relição Comparada de Povos Não-Literados&#8221;.</p>
<p>Apesar de bem conhecido em círculos acadêmicos, foi em 1955 que Lévi-Strauss tornou-se um dos intelectuais franceses mais conhecidos ao publicar Tristes Trópicos, livro auto-biográfico e basicamente acerca de seu exílio na década de 1930.</p>
<p><strong><span style="color: #008080;">Escola/tradição</span></strong><br />
Antropologia Estrutural(fundador), estruturalismo, sociologia francesa</p>
<p><strong><span style="color: #008080;">Principais interesses</span></strong><br />
Antropologia, sociologia, etnografia, linguística, metodologia, estética, epistemologia, mitologia</p>
<p><strong><span style="color: #008080;">Idéias notáveis</span></strong><br />
Mitografia , Pensamento Selvagem, estruturas do parentesco</p>
<p><strong><span style="color: #008080;">Influências</span></strong><br />
Rousseau, Kant, Karl Marx, Sigmund Freud, Roman Jakobson, Saussure, Durkheim, Marcel Mauss, Malinowski, Radcliff-Brown, Franz Boas, Merleau-Ponty, Jean Paul Sartre</p>
<p><strong><span style="color: #008080;">Pensadores influeciados pela obra de Strauss</span></strong><br />
Althusser, Bourdieu, Zizek, Lacan, Foucault, Derrida, Baudrillard, Sahlins, Jameson, Pêcheux, Umberto Eco, Jameson, Roland Barthes</p>
<p>Em 1959 Lévi-Strauss foi nomeado para a cadeira de Antropologia social do Collège de France. Por volta desse período publicou Antropologia estrutural, uma coleção de ensaios que oferece tanto exemplos como manifestos programáticos do estruturalismo. Começou a organizar uma série de instituições destinadas a estabelecer a Antropologia como disciplina de estudos na França, como o Laboratório para Antropologia Social e o jornal l&#8217;Homme, onde os pesquisadores publicavam o resultado de suas pesquisas.</p>
<p>Em 1962 Lévi-Strauss publicou aquele que para muitas pessoas é seu trabalho mais importante, O pensamento selvagem. Na primeira parte do livro ele descreve sua teoria da cultura e do pensamento, enquanto que na segunda parte expande suas considerações numa teoria da história e da mudança social. Esta parte do livro rendeu a Levi-Strauss um acalorado debate com Jean-Paul Sartre acerca da natureza da liberdade humana. O confronto entre as visões existencialista e estruturalista iria eventualmente inspirar jovens autores como Pierre Bourdieu.</p>
<p>Já como celebridade mundial, Lévi-Strauss passou a segunda metade da década de 1960 trabalhando em um projeto maior, um estudo de quatro volumes intitulado Mythologiques. Nele o antropólogo francês toma um mito localizado na ponta da América Central e acompanha suas variações de grupo a grupo ao longo da América Central e eventualmente no Círculo Polar Ártico, mostrando então como o mito se espalha de um pólo ao outro do continente. Faz isso de maneira tipicamente estruturalista, ao examinar as relações entre os elementos da história ao invés de focalizar no conteúdo da história em si. Se O pensamento selvagem é um manifesto da teoria geral de Lévi-Strauss, Mythologiques é uma extensa análise de exemplos.</p>
<p>O último volume de Mythologiques foi completado em 1971. Dois anos depois Lévi-Strauss foi eleito membro da Académie Française, a maior honra para um intelectual na França. Ele também é integrante de várias academias notáveis em todo mundo. Recebeu o Prêmio Erasmus em 1973; em 2003 recebeu o <strong><span style="color: #808080;">Prêmio Meister-Eckhart </span></strong>de filosofia. É doutor honoris causa de diversas universidades pelo mundo. Apesar de aposentado, Lévi-Strauss continua a publicar ocasionalmente volumes de meditações sobre artes, música e poesia, bem como reminiscências de seu passado.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-985" title="Claude Levi-Strauss - Caricatura" src="http://www.biografia.wiki.br/wp-content/uploads/2009/11/Claude_Levi_Strauss-Caricatura.gif" alt="Claude Levi-Strauss - Caricatura" width="400" height="544" /><strong><span style="color: #008080;">Lévi-Strauss no Brasil</span></strong></p>
<p>Na década de 30, mais precisamente de 1935 a 1939, Lévi-Strauss lecionou sociologia na recém-criada Universidade de São Paulo, juntamente com uma leva de professores franceses, entre eles: Fernand Braudel, Jean Maugüé e Pierre Monbeig.</p>
<p>Strauss também excurcionou por regiões centrais do Brasil, como Goiás, Mato Grosso e Paraná. Publicou o registro dessas expedições no livro Tristes Trópicos(1955), neste livro ele conta inclusive como sua vocação de antropólogo nasceu nessas viagens.</p>
<p>Em uma de suas primeiras viagens, no norte do Paraná, Lévi teve seu esperado primeiro contato com os índios, no rio Tibagi, porém ficou decepcionado, ao ver que &#8220;os índios Tibagi não eram nem &#8216;verdadeiros índios&#8217;, nem &#8217;selvagens&#8217;&#8221; (Lévi-Strauss 1957:160-161). Porém ao final do primeiro ano escolar (1935/1936), ao visitar os Kadiveu na fronteira com o Paraguai e os Bororo no Mato Grosso Central, lhe rendeu sua primeira exposição em Paris nas férias de (1936/1937), o que foi fundamental para entrada de Lévi-Strauss no meio etnológico francês.</p>
<p>Em 1938 foi realizada uma expedição até os Nambikwara no Mato Grosso, porém, terminada antes do tempo devido a rumores políticos entre o patrocinador da expedição e o Gorverno Brasileiro, já que o mesmo era ligado ao Partido Socialista Francês. Essa missão também visitou os Bororo e os últimos representantes dos Tupi-Kaguahib do rio Machado, considerados desaparecidos, relata Lévi em Tristes Trópicos.</p>
<p>Enfim, após três anos no Brasil, Strauss volta à França com o reconhecimento de etnólogo do meio, provando assim que o seu período no Brasil, foi uma peça fundamental na sua carreira e no seu crescimento profissional. Diz ele: &#8220;Um ano depois da visita aos Bororo, todas as condições para fazer de mim um etnógrafo estavam satisfeitas;&#8221;(Lévi-Strauss 1957:261).<br />
<strong><br />
<span style="color: #008080;">Citações</span></strong><br />
&#8220;O antropólogo é o astrônomo das ciências sociais: ele está encarregado de descobrir um sentido para as configurações muito diferentes, por sua ordem de grandeza e seu afastamento, das que estão imediatamente próximas do observador.&#8221; Antropologia Estrutural, 1967.</p>
<hr style="width: 200px;" /><strong><span style="color: #008080;">Claude Lévi-Strauss: Ideias em constante transformação</span></strong></p>
<p><span style="color: #008080;">Em trecho de livro inédito sobre o antropólogo, Eduardo Viveiros de Castro analisa o autor de Mitológicas</span></p>
<p>O título do livro que começo a escrever aqui diante de vocês é Isso Não é Tudo: Lévi-Strauss e a Mitologia Ameríndia. &#8220;Isso não é tudo&#8221;, &#8220;ce n’est pas tout&#8221; é uma fórmula frequentemente empregada por Lévi-Strauss, a ponto de poder ser considerada um pequeno maneirismo do autor, para introduzir um desdobramento ou uma guinada na análise, ou encerrar uma demonstração com uma sequência inesperada de acordes. Ela aparece, eventualmente nas variantes &#8220;não é só isso&#8221; e &#8220;há mais&#8221;, um pouco em toda parte na obra lévi-straussiana, mas (provavelmente) aumentando sua frequência nas Mitológicas.</p>
<p>A &#8220;petite phrase de Lévi-Strauss&#8221; marca um passo estilístico típico: o surgimento quase prestidigitatório (se a palavra existe) de sempre mais um eixo, sempre &#8220;um outro eixo&#8221; de transformação, disposto de través, em diagonal aos vários eixos que vinham até ali guiando a comparação; a produção em finta ou pirueta de uma torção suplementar completamente imprevista, que abre subitamente uma progressão que tudo encaminhava para o fechamento; a revelação de vínculo extra, implicado, obscuro, compactado no texto sob análise que subitamente se explica e esclarece, e ao mesmo tempo se multiplica e difrata em perspectivas que, literalmente, perdem-se de vista no horizonte. Teremos ocasião de registrar vários momentos da demonstração ao mesmo tempo sinuosa e reticular, barroca e rizomática abertos pelo &#8220;Isso não é tudo&#8221; nas Mitológicas. Na verdade, o movimento assinalado pela pequena frase ocorre muito mais frequentemente que ela; ela é opcional, mas o movimento, ao contrário, parece-nos necessário, intrínseco ao procedimento lévi-straussiano. A petite phrase, eis a nossa tese, cumpre na verdade uma função conceitual fundamental dentro da economia teórica do estruturalismo.</p>
<p>Descobri recentemente que F. Keck fala em um &#8220;méthode du &#8220;Ce n&#8217;est pas tout&#8221; – não fui, assim, o único a notar o maneirismo metódico. Mas Keck não tira deste método grandes lições, quando ao contrário penso que ele é muito importante. Ele aponta para o inacabamento da análise estrutural, e sugere as razões desse inacabamento: a fractalidade e rizomaticidade de todo objeto determinado pelo método estrutural, na medida em que esse objeto em geral é concebido sempre como um estado particular de um sistema de transformações cujos limites são contingentes. A &#8220;interminabilidade&#8221;, no duplo sentido (sem fim ou término, e sem possibilidade de determinação unívoca do que é um termo e uma relação, do que é literal e figurativo) da análise mítica é um princípio absolutamente fundamental das Mitológicas. Veremos que Lévi-Strauss insiste no caráter aberto, intensivo, iterativo, em nebulosa, poroso, &#8220;conexionista&#8221; dos sistemas míticos que reconstrói. &#8220;Isso não é tudo&#8221;, então, porque nada é tudo, em nenhum momento se alcança uma totalização. &#8220;Isto não é tudo” supõe um conceito de estrutura e de análise que não privilegia uma vontade de fechamento, compacidade, a determinação de uma combinatória exaustivamente definida a priori. Com o &#8220;isso não é tudo&#8221;, começamos a divisar a possibilidade de pensar Lévi-Strauss como um pós-estruturalista. (…)</p>
<p>Naturalmente, isso não é tudo? Lévi-Strauss irá insistir repetidas vezes nas Mitológicas sobre o fechamento do sistema que analisa, a redondez da terra da mitologia (mas também sua porosidade?), a completude do círculo que o leva das savanas do Brasil Central às costas brumosas do estado de Washington e da Columbia Britânica,e, localmente, sobre os vários fechamentos de grupos míticos menores. Será preciso então insistirmos sobre uma tensão interna ao pensamento do autor relativo à mitologia americana, a saber, sobre uma dialética da abertura e do fechamento analítico (e mítico) que caberá explorar, em suas aparentes contradições inclusive? Isso realmente não é tudo. A pequena frase pode ser usada para fechar a análise por um lado que parecia aberto. A ênfase no fechamento dos grupos, na coerência e homogeneidade do conjunto é sublinhada repetidas vezes no correr do texto, e atinge uma espécie de apoteose enfática no capítulo O Mito Único, do Homem Nu. Por isso, eu preciso sublinhar, já que estou fazendo uma leitura parcial, apostando na tensão que ora enfatiza a &#8220;vasta máquina combinatória que é todo sistema mítico&#8221; e o caráter grupal, fechado e coerente do seu &#8220;mito único&#8221;, ora fala em dinamismo, desequilíbrio, devir perpétuo, assimetria que sempre abre o mito por um outro lado – essa tensão deve estruturar minha exposição.</p>
<p>Lévi-Strauss, fundador do pós-estruturalismo… Ele certamente não é o último pré-estruturalista, mas é o primeiro pós-estruturalista. Ao dizer isso, em certo sentido, estaríamos antecipando a conclusão deste livro, que tem como uma de suas principais intenções a de mostrar a atualidade do pensamento lévi-straussiano: pensamento da assimetria, da complementaridade, da torção e da abertura. Poderíamos ir para casa agora e dedicar o tempo a ocupações mais amenas. Mas felizmente, ou infelizmente, isto não é tudo? Além de que será preciso demonstrar minimamente o bem-fundado de minha tese, o livro tem uma outra intenção maior, que não se comprime tão facilmente em um ou dois parágrafos, a saber, a intenção de expor a originalidade radical do pensamento indígena, tal como transparece nos discursos míticos analisados nas Mitológicas.</p>
<p><span style="color: #008080;">Inédito</span></p>
<p>Estes são trechos da versão preliminar da Introdução Generalíssima do manuscrito inédito do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, Isso Não é Tudo: Lévi-Strauss e a Mitologia Ameríndia, a ser lançado pela Cosac Naify em agosto de 2010, junto à primeira edição brasileira de O Homem Nu, quarto volume das Mitológicas de Claude Lévi-Strauss. Trata-se da primeira grande análise das Mitológicas, e uma visão contemporânea da obra lévistraussiana e do estruturalismo de modo geral. Viveiros de Castro trabalhou com Lévi-Strauss e foi, segundo ele, responsável pela criação de uma &#8220;nova escola na antropologia&#8221;.</p>
<p><span style="font-size: xx-small;"><span style="color: #808080;">Fonte: O Estado SP</span></span></p>
<hr style="width: 200px;" /><strong><span style="color: #008080;">Cronologia</span></strong></p>
<p>- 1908 &#8211; Claude Lévi-Strauss nasce em Bruxelas, na Bélgica.</p>
<p>- 1927 &#8211; Inscreve-se em direito e faz curso de filosofia na Sorbonne</p>
<p>- 1932 &#8211; Casa-se com Dina Dreyfus</p>
<p>- 1933 &#8211; É nomeado para o liceu de Laon</p>
<p>- 1935 &#8211; Em fevereiro, embarca para o Brasil. Desembarca em Santos e passa a viver em São Paulo. Reside na rua Cincinato Braga, 395, entre a rua Carlos Sampaio e a avenida Brigadeiro Luís Antônio. Assume a cadeira de sociologia na Universidade de São Paulo. Tem como colegas de trabalho o geógrafo Pierre Monbeig (1908-1987), o historiador Fernand Braudel (1902-1985) e o filósofo Jean Maugüé (1904-1985). Junto com a mulher, também etnóloga, faz a primeira viagem a Mato Grosso, onde inicia os estudos sobre os índios cadiuéus, bororos e nambiquaras</p>
<p>- 1938 &#8211; Desiste da renovação do contrato na Universidade de São Paulo para consagrar-se a uma longa expedição pelo interior do Brasil</p>
<p>- 1939 &#8211; Volta à França e instala, no Museu do Homem, as coleções etnográficas recolhidas nos anos em que esteve no Brasil. Separa-se de Dina</p>
<p>- 1941 &#8211; Com o avanço da Segunda Guerra, decide partir para os EUA. Passa a viver em Nova York, onde ensina na New School for Social Research</p>
<p>- 1945 &#8211; Casa-se com Rose-Marie Ullmo. Deste casamento nasce Laurent. Após a guerra, torna-se conselheiro cultural da Embaixada francesa nos EUA</p>
<p>- 1947 &#8211; Retorna à França</p>
<p>- 1948 &#8211; Defende na Sorbonne a tese &#8220;As Estruturas Elementares do Parentesco&#8221; , que é publicada em 1949</p>
<p>- 1950 &#8211; Com o apoio da Unesco, viaja à Índia e ao Paquistão Oriental (atual Bangladesh). Assume a função de diretor de estudos na Escola Prática de Altos Estudos, na seção de ciências religiosas</p>
<p>- 1954 &#8211; Após o segundo divórcio, casa-se com Monique Roman</p>
<p>- 1955 &#8211; Publica &#8220;Tristes Trópicos&#8221; , autobiografia intelectual, narrativa de viagem ao Brasil e ensaio científico sobre os indígenas cadiuéus, bororos, nambiquaras e tupi-cavaíbas. A obra torna-se um clássico da etnologia e dos estudos sobre o país</p>
<p>- 1957 &#8211; Nascimento do filho Matthieu</p>
<p>- 1958 &#8211; Publica o volume 1 de &#8220;Antropologia Estrutural&#8221;, dedicado à memória do francês Émile Durkheim (1858-1917), um dos fundadores das ciências sociais</p>
<p>- 1959 &#8211; É eleito para a cadeira de antropologia social no Collège de France, fundado em 1530 e uma das mais prestigiosas instituições de ensino da França</p>
<p>- 1960 &#8211; Funda, no Collège de France, o Laboratório de Antropologia Social</p>
<p>- 1961 &#8211; Cria, com colaboradores, a &#8220;L&#8217;Homme &#8211; Revue Française d&#8217;Anthropologie&#8221; (O Homem &#8211; Revista Francesa de Antropologia)</p>
<p>- 1962 &#8211; Publica &#8220;O Totemismo Hoje&#8221; e &#8220;O Pensamento Selvagem&#8221; &#8211;este último dedicado à memória do filósofo francês Maurice Merleau-Ponty (1908-61)</p>
<p>- 1964-71 &#8211; Lévi-Strauss publica os quatro volumes das &#8220;Mitológicas&#8221;</p>
<p>1968 &#8211; Na França, é condecorado com a Medalha de Ouro do Centro Nacional de Pesquisas Sociais</p>
<p>- 1973 &#8211; Eleito para a Academia Francesa. Publica &#8220;Antropologia Estrutural 2&#8243;, obra dedicada aos membros do Laboratório de Antropologia Social</p>
<p>- 1974 &#8211; Numa quinta-feira, 27 de junho, toma posse na Academia Francesa</p>
<p>- 1982 &#8211; Aposenta-se do Collège de France</p>
<p>- 1985 &#8211; Volta ao Brasil após 46 anos</p>
<p>- 1989 &#8211; O Museu do Homem organiza a exposição &#8220;As Américas de Claude Lévi-Strauss&#8221;</p>
<p>- 1994 &#8211; Publica &#8220;Saudades do Brasil&#8221; , que reúne fotografias do interior do país que fez entre 1935 e 1938</p>
<p>- 1996 &#8211; Publica &#8220;Saudades de São Paulo&#8221;, com fotografias de São Paulo feitas entre 1935 e 1937. &#8220;Se, no título de um livro recente, apliquei ao Brasil (e a São Paulo) o termo &#8217;saudade&#8217;, não foi por lamento de não mais estar lá. De nada me serviria lamentar o que após tantos anos não reencontraria. Eu evocava antes aquele aperto no coração que sentimos quando, ao relembrar ou rever certos lugares, somos penetrados pela evidência de que não há nada no mundo de permanente nem de estável em que possamos nos apoiar&#8221; (&#8220;Saudades de São Paulo&#8221;, tradução de Paulo Neves, Cia. das Letras, 1996)</p>
<p>- 28.nov.2008 &#8211; Claude Lévi-Strauss completa cem anos. &#8220;É assim que me identifico, viajante, arqueólogo do espaço, procurando em vão reconstituir o exotismo com o auxílio de fragmentos e de destroços&#8221; (&#8220;Tristes Trópicos&#8221;, trad. Rosa Freire d&#8217;Aguiar, Cia. das Letras)</p>
<p>-31.out.2009 &#8211; Morre em Paris</p>
<p><strong><span style="color: #008080;"> Premiações</span></strong></p>
<p><span style="color: #008080;">Condecorações</span></p>
<p>•	Grã-cruz da Ordem Nacional da Legião de Honra da França</p>
<p>•	Ordem Nacional do Mérito da França</p>
<p>•	Palmas Académicas da França</p>
<p>•	Ordem Artes e Letras da França</p>
<p>•	Ordem da Coroa da Bélgica</p>
<p>•	Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul do Brasil</p>
<p>•	Ordem do Sol Nascente do Japão</p>
<p>•	Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico do Brasil</p>
<p>•	Membro da Academia Francesa</p>
<p>•	Membro estrangeiro da Acadêmia Nacional de Ciências dos EUA</p>
<p>•	Membro da Academia Britânica</p>
<p>•	Memmro da Academia Real de Artes e Ciências da Holanda</p>
<p>•	Membro da Academia Norueguesa de Ciências e Letras</p>
<p><span style="color: #008080;"><strong><br />
Doutor Honoris Causa</strong><br />
</span></p>
<p>•	Universidade Livre de Bruxelas &#8211; (Bélgica)</p>
<p>•	Universidade de Chicago &#8211; (EUA)</p>
<p>•	Universidade de Columbia &#8211; (EUA)</p>
<p>•	Universidade de Harvard &#8211; (EUA)</p>
<p>•	Universidade Johns Hopkins &#8211; (EUA)</p>
<p>•	Universidade Laval &#8211; (Canadá)</p>
<p>•	Universidade Nacional Autônoma do México &#8211; (México)</p>
<p>•	Universidade de Montreal &#8211; (Canadá)</p>
<p>•	Universidade de Oxford &#8211; (Inglaterra)</p>
<p>•	Universidade de São Paulo &#8211; (Brasil)</p>
<p>•	Universidade de Stirling &#8211; (Escócia)</p>
<p>•	Universidade de Uppsala &#8211; (Suécia)</p>
<p>•	Universidade Visva Bharati &#8211; (Índia)</p>
<p>•	Universidade de Yale &#8211; (EUA)</p>
<p>•	Universidade Nacional do Zaire &#8211; (Zaire)</p>
<p><strong><span style="color: #008080;">Bibliografia</span></strong></p>
<p>•	Família e vida social dos índios Nambikwara (La vie familiale et sociale des indiens Nambikwara) &#8211; 1948</p>
<p>•	As estruturas elementares do parentesco &#8211; 1949 &#8211; O primeiro livro do autor, fruto de sua tese de mestrado (Editora Vozes)</p>
<p>•	Raça e História &#8211; 1952</p>
<p>•	Tristes Trópicos &#8211; 1955 &#8211; Clássico da etnologia, reúne informações recolhidas na viagem pelo Brasil (Companhia das Letras)</p>
<p>•	Antropologia Estrutural &#8211; 1963 e 1973 (2 volumes) &#8211; De 1958, traz os elementos para a renovação do método antropológico (Cosac Naify)</p>
<p>•	Toteísmo hoje &#8211; 1962</p>
<p>•	Pensamento selvagem &#8211; 1962 – Análise do que Lévi-Strauss chama de &#8220;traço universal do espírito humano&#8221; (Editora Papirus)</p>
<p>•	Mitológicas de I a IV – Série de quatro livros em que analisa mais de oitocentos mitos indígenas americanos (Cosac Naify)</p>
<p>o	O cru e o cozido &#8211; 1964</p>
<p>o	Do mel às cinzas &#8211; 1966</p>
<p>o	A origem das maneiras à mesa &#8211; 1968</p>
<p>o	O Homem Nu &#8211; 1971</p>
<p>•	O Caminho das Máscaras &#8211; 1972</p>
<p>•	Ver a distância &#8211; 1983</p>
<p>•	Antropologia e Mito: Palestras &#8211; 1984</p>
<p>•	Veja, ouça, leia &#8211; 1993 – Reunião de ensaios sobre arte, em tom de conversa com o autor (Companhia das Letras, esgotado)</p>
<p>• O Suplício do Papai Noel &#8211; Discute o significado de festas de fim de ano e a comercialização dessas datas (Cosac Naify)</p>
<p>• De Perto e de Longe &#8211; Longa entrevista concedida por Lévi-Strauss em 1988 ao filósofo Didier Eribon (Cosac Naify)</p>
<p>• História de Lince – Última incursão do antropólogo pela mitologia americana (Companhia das Letras, esgotado)</p>
<p>• Saudades do Brasil – Coletânea de fotos feitas por ele do País, seguida de Saudades de São Paulo (Companhia das Letras)</p>
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		<title>Violeta Parra &#8211; Compositora &#8211; Artista Plástica</title>
		<link>http://www.biografia.wiki.br/compositores-violeta-parra.html</link>
		<comments>http://www.biografia.wiki.br/compositores-violeta-parra.html#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 15:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mqt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artistas Plásticos]]></category>
		<category><![CDATA[Cantoras]]></category>
		<category><![CDATA[Compositores]]></category>
		<category><![CDATA[Pintores]]></category>
		<category><![CDATA[Compositoras]]></category>
		<category><![CDATA[Gracias a la vida]]></category>
		<category><![CDATA[Mercedes Sosa]]></category>
		<category><![CDATA[Música Latinoamericana]]></category>
		<category><![CDATA[Músicos Chilenos]]></category>
		<category><![CDATA[Violeta del Carmen Parra Sandoval]]></category>
		<category><![CDATA[Violeta Parra]]></category>

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		<description><![CDATA[Violeta del Carmen Parra Sandoval
 * San Carlos, Chile &#8211; 4 de outubro de 1917 d.C
+ Santiago do Chile, Chile &#8211; 5 de fevereiro de 1967 d.C
Folclorista, tapeceira, pintora e ceramista.
Considerada a mais importante folclorista daquele país e fundadora da música popular chilena.
Realizou seus estudos escolares até o segundo ano do secundário, abandonando-os em 1934, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;"><strong>Violeta del Carmen Parra Sandoval</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;"><img class="aligncenter size-full wp-image-906" title="PERSONALIDADES - Compositores - Chile - VIOLETA PARRA" src="http://www.biografia.wiki.br/wp-content/uploads/2009/10/PERSONALIDADES-Compositores-Chile-VIOLETA-PARRA.jpg" alt="PERSONALIDADES - Compositores - Chile - VIOLETA PARRA" width="160" height="179" /> * San Carlos, Chile &#8211; 4 de outubro de 1917 d.C<br />
+ Santiago do Chile, Chile &#8211; 5 de fevereiro de 1967 d.C<br />
Folclorista, tapeceira, pintora e ceramista.</span></p>
<p>Considerada a mais importante folclorista daquele país e fundadora da música popular chilena.</p>
<p>Realizou seus estudos escolares até o segundo ano do secundário, abandonando-os em 1934, para trabalhar e cantar com seus irmãos em bares e circos, desenvolvendo uma importante carreira musical, que se originou de maneira autodidata, a partir dos 9 anos.</p>
<p>Em 1938, casou-se pela primeira vez e dessa união, teve dois filhos, Isabel e Ángel, que também viriam a se tornar compositores e intérpretes importantes.</p>
<p>Viveu em Valparaíso entre 1943 e 1945, e voltou a Santiago, para cantar junto com seus filhos Em 1949 voltou a se casar e teve duas filhas dessa nova união. Em 1952 começou a pesquisar as raízes folclóricas chilenas e compôs os primeiros temas musicais que a fariam famosa. Em 1954, quando já tinha o seu próprio programa de rádio, começou um rigoroso estudo das manifestações artísticas populares. Durante o ano de 1955 visitou a União Soviética, Londres e Paris, cidade onde residiu por dois anos. Realizou gravações para a BBC e os selos Odeón e &#8220;Chant du Monde&#8221;. Em 1957 radicou-se em Concepción, voltando a Santiago no ano seguinte para começar sua produção plástica. Percorreu todo o país, recopilando e difundindo informações sobre o folclore.</p>
<p>Em 1961 mudou-se para a Argentina, onde fez grande sucesso com suas apresentações. Voltou a Paris e ali permaneceu por três anos, percorrendo várias cidades da Europa, destacando-se suas visitas a Genebra. Em 1965 voltou ao Chile, viajou para a Bolívia e ao regressar a seu país, instalou uma grande tenda na comuna de La Piroka, com o plano de convertê-la em um centro de referência para a cultura folclórica do Chile, juntamente com os filhos, Ángel e Isabel, e os folcloristas Patricio Manns, Rolando Alarcón e Víctor Jara, entre outros. No entanto, a iniciativa não obteve sucesso.</p>
<p>Emocionalmente abatida pelo fracasso do empreendimento e pelo dramático final de um relacionamento amoroso, Violeta Parra suicidou-se em 5 de fevereiro de 1967, na tenda de La Reina.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-922" title="PERSONALIDADES - Compositores - Chile - VIOLETA PARRA Casa onde nasceu" src="http://www.biografia.wiki.br/wp-content/uploads/2009/10/PERSONALIDADES-Compositores-Chile-VIOLETA-PARRA-Casa-onde-nasceu.JPG" alt="PERSONALIDADES - Compositores - Chile - VIOLETA PARRA Casa onde nasceu" width="341" height="219" /><span style="color: #008080;">Casa onde nasceu Violeta Parra</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/IjZ7doB2ErU" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/IjZ7doB2ErU"></embed></object><br />
<span style="color: #008080;">A cantora argentina <a href="http://www.biografia.wiki.br/mercedes-sosa-cantora.html" target="_blank">Mercedes Sosa</a> canta Gracias a La Vida &#8211; Composição de Violeta Parra</span></p>
<p>Em 1949 voltou a se casar e teve duas filhas dessa nova união. Em 1952 começou a pesquisar as raízes folclóricas chilenas e compôs os primeiros temas musicais que a fariam famosa. Em 1954, quando já tinha o seu próprio programa de rádio, começou um rigoroso estudo das manifestações artísticas populares. Durante 1955 visitou a União Soviética, Londres e Paris, cidade onde residiu dois anos. Realizou gravações para a BBC e os selos Odeon e &#8220;Chant du Monde&#8221;.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-908" title="PERSONALIDADES - Compositores - Chile - VIOLETA PARRA 02" src="http://www.biografia.wiki.br/wp-content/uploads/2009/10/PERSONALIDADES-Compositores-Chile-VIOLETA-PARRA-02.jpg" alt="PERSONALIDADES - Compositores - Chile - VIOLETA PARRA 02" width="290" height="377" /></p>
<p>Em 1957 se radicou em Concepción, voltando a Santiago no ano seguinte para começar sua produção plástica. Percorreu todo o país, recopilando e difundindo informações sobre o folclore. Em 1961 mudou-se para a Argentina, onde fez grande sucesso com suas apresentações. Voltou a Paris e ali permaneceu por três anos percorrendo varias cidades da Europa, destacando-se suas visitas a Genebra.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-913" title="PERSONALIDADES - Compositores - Chile - VIOLETA PARRA Pintura Músico" src="http://www.biografia.wiki.br/wp-content/uploads/2009/10/PERSONALIDADES-Compositores-Chile-VIOLETA-PARRA-Pintura-Músico.jpg" alt="PERSONALIDADES - Compositores - Chile - VIOLETA PARRA Pintura Músico" width="325" height="457" /><span style="color: #008080;">Pintura de Violeta Parra &#8211; Músico &#8211; Óleo sobre tela</span></p>
<p>Em 1965 voltou ao Chile, viajou para a Bolívia e ao seu regresso ao país, continuou suas apresentações na tenda instalada na comunidade de La Reina; nesse lugar, a 5 de fevereiro 1967, suicidou-se.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-910" title="PERSONALIDADES - Compositores - Chile - VIOLETA PARRA Túmulo" src="http://www.biografia.wiki.br/wp-content/uploads/2009/10/PERSONALIDADES-Compositores-Chile-VIOLETA-PARRA-Túmulo.jpg" alt="PERSONALIDADES - Compositores - Chile - VIOLETA PARRA Túmulo" width="300" height="400" /><span style="color: #008080;"> </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;"><a href="http://www.biografia.wiki.br/wp-content/uploads/2009/10/PERSONALIDADES-Compositores-Chile-VIOLETA-PARRA-Túmulo-02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-915" title="PERSONALIDADES - Compositores - Chile - VIOLETA PARRA Túmulo 02" src="http://www.biografia.wiki.br/wp-content/uploads/2009/10/PERSONALIDADES-Compositores-Chile-VIOLETA-PARRA-Túmulo-02.jpg" alt="PERSONALIDADES - Compositores - Chile - VIOLETA PARRA Túmulo 02" width="400" height="300" /></a></span><span style="color: #008080;">Túmulo de Violeta Parra</span></p>
<p style="text-align: left;">Violeta Parra foi uma figura importante nas artes e folclore chilenos. Violeta se matou em fevereiro de 1967 por depressão causada por desilusão amorosa e falta de dinheiro.</p>
<p style="text-align: left;">Violeta Parra pode ser considerada a mãe da canção comprometida com a luta dos oprimidos e explorados, tendo sido autora de páginas inapagáveis, como a canção &#8220;Volver a los 17&#8243;, que mereceu uma antológica gravação de Milton Nascimento e Mercedes Sosa. Outra de suas canções, &#8220;La Carta&#8221;, cantada em momentos de enorme comoção revolucionária, nas barricadas e nas ocupações, tem entre os seus versos o que diz &#8221; Os famintos pedem pão; chumbo lhes dá a polícia&#8221;. Mas suas canções não apenas são marcadas por versos demolidores contra toda a injustiça social. O lirismo dos versos de canções como &#8220;Gracias a la vida&#8221; (gravada por Elis Regina) embalou o ânimo de gerações de revolucionários latino-americanos em momentos em que a vida era questionada nos seus limites mais básicos, assim como a letra comovedora de &#8220;Rin de Angelito&#8221;, quando descreve a morte de um bebê pobre: &#8221; No seu bercinho de terra um sino vai te embalar, enquanto a chuva te limpará a carinha na manhã&#8221;.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/COF_D6IOSI0" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/COF_D6IOSI0"></embed></object></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;">Violeta Parra &#8211; Que he sacado con quererte</span></p>
<p><strong><span style="color: #008080;">Entrevista con Eduardo Parra</span></strong></p>
<p>Mi hermana Violeta</p>
<p>El Tío Lalo habla sobre su hermana, la gran Violeta Parra. Sus recuerdos desplegados en décimas se encuentran publicados en un libro, bajo etiqueta Lom.</p>
<p>&#8220;Alegre y muy habilosa, aunque tenía su carácter grave, pero, como a todos los Parra, se le componía rápidamente. La Violeta no sabía de enemigos&#8221;. Así describe a su hermana el cantor popular Eduardo Parra, autor del libro &#8220;Mi hermana Violeta Parra: su vida y su obra en décimas&#8221;, publicado por Lom Editores. Desde la niñez en Chillán, cuando sus padres, músicos innatos, alentaban a los hijos a competir en canto, hasta el trágico suicidio de la folclorista en su carpa de La Reina, pasando por todos sus viajes, trabajos, aventuras y desventuras artísticas, el Tío Lalo estampó en esos versos sus recuerdos sobre su querida hermana: &#8220;la más despierta, la que nos dominaba a todos. La que nos sacó de la pobreza&#8221;.</p>
<p>Con sólo 6 y 5 años, respectivamente, Violeta y Eduardo, junto a su hermana Hilda ya cantaban por algunas monedas en el Mercado de Chillán. Como siempre, Violeta llevaba la batuta. &#8220;Desde chicos mis papás nos exigían cantar y la Violeta nos daba ánimos para competir, porque sabía que ella iba a ganar&#8221;. Carácter y determinación que se proyectan en su personalidad y son retratadas con gracia y desparpajo en las décimas del Tío Lalo.</p>
<p>- ¿Sus papás cantaban y tocaban?</p>
<p>- Mi mamá cantaba y tocaba guitarra, mi papá también cantaba y tocaba violín. Mi papá era profesor de música en un regimiento. Los dos hacían un dúo y no había fiesta en Chillán donde no tocaran.</p>
<p>- ¿Era enamoradiza la Violeta cuando chica?</p>
<p>- Como a los diez años me hacía ir a dejarle cartas a un chico, porque yo siempre andaba con ella. A los 12 se vino a Santiago, la mandó a buscar Nicanor, nuestro hermano mayor. Yo me vine al año siguiente. La Violeta era como toda lola. El único amor de su vida que le conocimos fue un cliente de un negocio donde trabajábamos todos los días, cerca de la Casa de Máquinas Yungay, en Matucana con Mapocho. Luis Cereceda, que fue su marido. Ahí se enamoraron. El era bueno, tranquilo, de todas las tenía. El papá de Angel y la Isabel Parra.</p>
<p>- ¿Qué pasó cuando llegaron a Santiago?</p>
<p>- La Violeta estudiaba en el Liceo 2 que estaba en Matucana con Huérfanos. A mí me internaron en el Barros Arana y yo me quería ir y ella me ayudó. Me dio el consejo de sacarme puros 2 y 3 para perder la beca. Quedé repitiendo y me echaron. Después seguí estudiando pero me faltó un año para terminar el colegio.</p>
<p>- ¿Por qué cree que la Violeta se suicidó?</p>
<p>- Los artistas somos muy apasionados, melancólicos, cuando vemos que los negocios no funcionan, y seguramente los amores tampoco funcionaban. La Violeta había puesto su carpa en La Reina y la cosa ya no iba muy bien. Ella no encontró solución, todo esto yo me lo imagino, y pensó que la única salida era suicidarse.</p>
<p>- ¿Cómo vivió usted esta muerte?</p>
<p>- Fue la tremenda pena, nadie creía lo que había pasado. Yo me fui a la carpa a ver si era cierto, fui el primer familiar que llegué, y allí estaba la Violeta, muerta.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;"><img class="aligncenter size-full wp-image-918" title="PERSONALIDADES - Compositores - Chile - VIOLETA PARRA 01" src="http://www.biografia.wiki.br/wp-content/uploads/2009/10/PERSONALIDADES-Compositores-Chile-VIOLETA-PARRA-01.jpg" alt="PERSONALIDADES - Compositores - Chile - VIOLETA PARRA 01" width="300" height="391" /></span></p>
<p><strong><span style="color: #008080;">Discografia</span></strong></p>
<p>•	El caleuche, Judas</p>
<p>•	El buen consejo, Entrégame la cabulla</p>
<p>•	Que rica cena, La cueca del payaso</p>
<p>•	A mi casa llega un gato, Ciento cincuenta pesos</p>
<p>•	Es imposible, Luis ingrato</p>
<p>•	Qué pena siente el alma, Verso por el fin del mundo</p>
<p>•	Casamiento de negros, Verso por padecimiento</p>
<p>•	Verso por matrimonio, La Juana Rosa</p>
<p>•	El palomo, Verso por ponderación</p>
<p>•	Verso por despedida a Gabriela, Verso por el padecimiento de Gabriela</p>
<p>•	El joven Sergio, Canto a lo divino, Anticueca Nº 1, Anticueca Nº 2, Tres palabras, Travesuras</p>
<p>•	Ven acá, regalo mío, En los altos de Colombia</p>
<p>•	Camanchaca, El moscardón, Tocata y fuga, Galambito Temucano</p>
<p>•	Aquí se acaba esta cueca, Ausencia, Miren como corre el agua, Versos por el Apocalipsis, Parabienes de novios, Casamiento de negros, Dicen que el ají maúro</p>
<p>•	La refalosa, Paimiti, El palomo, Viva Dios, Viva la virgen, Cantos a lo divino, Meriana</p>
<p>•	Violeta Parra Vol. I</p>
<p>•	Violeta Parra Vol. II</p>
<p>•	cantos de Chile</p>
<p>•	Violeta ausente</p>
<p>•	Viola Chilensis</p>
<p>•	la jardinera</p>
<p>•	cantos campesions</p>
<p>•	el hombre con su razón</p>
<p>•	décimas y centecimas</p>
<p>•	cantos campesinos</p>
<p>•	las últimas composiciones de Violeta Parra</p>
<p>•	las alturas</p>
<p>•	20 grandes exitos</p>
<p>•	folklore de Chile Vol. 3</p>
<p>•	folklore de Chile Vol. 4</p>
<p>•	folklore de Chile Vol. 5</p>
<p>•	el folklore y la pasión</p>
<p>•	canto y guitarra</p>
<p>•	un río de sangre</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/sXcGgkXH2uQ" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/sXcGgkXH2uQ"></embed></object><br />
<span style="color: #008080;">Violeta Parra canta Gracias a La Vida</span></p>
<p><span style="color: #008080;">Violeta Parra</span><br />
por: Por Adriana de Carvalho Alves *<br />
<a href="http://www.latinoamericano.jor.br/musica_chile_violeta_parra.html" target="_blank">blog</a></p>
<p>Até que ponto podemos dizer que a música que toca no rádio, e que o povo brasileiro ouve é, de fato, a música que melhor o representa? Ou mesmo, qual é o eco que a MPB tem sobre as pessoas? A música que toca no rádio é nossa, ou é uma música empacotada pela indústria cultural?A cultura, enquanto mercadoria é, e tem sido há muito tempo, um componente da doutrina de imbecialização coletiva, que faz com que os povos não reconheçam nem valorizem sua própria produção cultural. Infelizmente (ou felizmente, quiçá&#8230;) esta não é uma realidade apenas do Brasil, mas do conjunto da América Latina.</p>
<p>Os aparelhos de rádio se viram, em um determinado momento, invadidos por uma onda de músicas estrangeiras que esmagaram a música genuina dos países que compõe o baixo-equador, ofuscando o brilho da cultura popular do Chile, Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina. Fenômeno que ainda hoje presenciamos.E foi neste contexto que surgiu o Movimento Nova Canção, que trataremos de discutir sua versão chilena, trazendo a tona uma de suas figuras mais ilustres: Violeta Parra.</p>
<p>Esta chilena nasceu no interior do país, em 1917, numa pequena cidade chamada San Carlos. Cresceu ouvindo músicas folclóricas nas festas religiosas e pagãs o que, mais adiante, serviu de incentivo à formação de um pequeno grupo com seus irmãos. A dificuldade financeira fez com que os irmãos Parra se apresentassem por diversas regiões ajudando, com os pequenos cachês, a complementar a renda da extensa família. Em 1932, incentivada pelo irmão Nicanor, Violeta vai para Santiago, em busca de emprego.Esta foi uma fase muito difícil, que Violeta cantou nos seguintes versos:</p>
<p>Violeta Parra &#8220;Ayer buscando trabajo llamé a uma puerta de fierro, como se fuera un perro, me miran de arriba abajo com promessas de destajo me han hecho volver cien veces como si gusto les diese em verme solicitar: muy caro me han de pagar, el pan que me pertenence. No demando caridad, ni menos pido un favor pido com mucho rigor mi derecho de trabajar&#8221; .</p>
<p>A artista mantém-se financeiramente através de apresentações na noite, em dupla com sua irmã Hilda. Em 1938, casa-se com Luis Cereceda, que a conheceu numa apresentação. Sua primeira filha Isabel nasce, e a situação financeira do casal se agrava, a família se muda para Valparaiso, cidade portuária que inspira ainda mais Violeta. Ela canta para os marinheiros, em sombrios bares nos arredores do porto. Em Valparaiso nasce Angel, seu segundo filho. Grava seu primeiro disco em 1942, em parceria com sua irmã. Ganhou o primeiro prêmio do concurso de canto organizado no Teatro Baquedano, usando o pseudônimo de &#8220;Violeta de Mayo&#8221;.</p>
<p>O brilho de Violeta começa a incomodar o marido, o que, em 1948, determina a separação do casal. Violeta assim descreve o acontecimento: &#8220;&#8230; estoy separada de él. No apreciaba mi trabajo y no hacia nada cuando estaba com él. Queria uma mujer que le limpiara y le cocinara&#8221;.</p>
<p>O trabalho de compilação das canções do povo começa quando, em contato direto com angustias de seu público, os pobres, a artista assume a tarefa de retratar a cultura chilena em seus versos. Sua mãe, Clarisa, contribui apresentando canções que ouvia quando criança e que entretanto, não estavam registradas. Observando a possibilidade, Violeta parte para os mais afastados rincões, com um gravador, recolhendo canções dos mais velhos. Outros pesquisadores se dedicavam a essa tarefa, mas Violeta tinha um diferencial, o de partilhar a mesma linguagem com povo, os depositários da cultura popular. A esse respeito, ela diz “&#8230; encuentro folklore en todas partes&#8230;hasta em la plaza de armas. Los ancianos me orientan; donde veo uma cabeza blanca me siento y empiezo a preguntar”.</p>
<p>Violeta Parra discoO resgate da música de raíz proporcionaou à artista um movimento muito interessante: ao resgatar e valorizar estas canções, Violeta se sentiu preparada para intervir no contexto que a incomodava. Gravou diversas canções de autoria própria que, além de retratar a dura realidade social de seu país, traziam em suas raízes a música campesina. A obra de Violeta teve eco porque a sua base tinha a ver com a identidade e as dificuldades que o povo chileno enfrentava não sendo, por este motivo, uma canção alienígena. Inovadora, Violeta Parra relacionou-se com outros artistas que, assim como ela, utilizavam a canção popular como forma de manifestação política.Victor Jara foi um de seus parceiros, e o artista, bem mais jovem, reconheceu em seu trabalho, um referencial.</p>
<p>Seu trabalho não se restringiu apenas ao Chile. A artista viveu na Europa, levando a música campesina chilena ao velho mundo. Cantou em diversos países, como Polônia, União Soviética e França (país onde morou por um bom tempo). Além da música, Violeta se dedicou ao artesanato, produzindo cerâmicas e tapeçarias. Era uma exímia cozinheira, fazendo ela própria suas empanadas.</p>
<p>Violeta Parra nos deixou dia 5 de fevereiro de 1967. As contradições pessoais a sufocaram. Talvez o sentimento de impotência diante das mazelas sociais que acometiam o povo, talvez o malfadado relacionamento amoroso com o músico suíço Gilbert Favre&#8230; o fato é que Violeta não resistiu e deu cabo à própria vida, sendo encontrada caída sobre seu violão, com um revolver nas mão às seis da tarde.</p>
<p>O corpo se foi, contudo sua obra permanece viva e atual, sendo celebrada até os dias de hoje. Escute as músicas e conheça as letras de La Carta, na voz da própria Violeta, além de La exiliada del sur, na interpretação de Intti-illimani e Por que los pobres no tienen e Lo que más quiero, na voz de Isabel Parra.</p>
<p>* Este artigo é baseado em matéria publicado no jornal &#8220;Voz Ativa&#8221; (nº 2, setembro de 2006).</p>
<p><span style="color: #008080;">Porque los pobres no tienen</span></p>
<p>Porque los pobres no tienen<br />
adonde volver la vista,<br />
la vuelven hacia los cielos<br />
con la esperanza infinita<br />
de encontrar lo que su hermano<br />
en este mundo le quita.<br />
¡Palomita!<br />
¡Qué cosas tiene la vida,<br />
ay zambita!</p>
<p>Porque los pobres no tienen<br />
adonde volver la voz,<br />
la vuelven hacia los cielos<br />
buscando una confesión<br />
ya que su hermano no escucha<br />
la voz de su corazón.</p>
<p>Porque los pobres no tienen<br />
en este mundo esperanzas,<br />
se amparan en la otra vida<br />
como a una justa balanza,<br />
por eso las procesiones,<br />
las velas, las alabanzas.</p>
<p>De tiempos inmemoriales<br />
que se ha inventado el infierno<br />
para asustar a los pobres<br />
con sus castigos eternos,<br />
y el pobre, que es inocente,<br />
con su inocencia creyendo.</p>
<p>El cielo tiene las riendas,<br />
la tierra y el capital,<br />
y a los soldados del Papa<br />
les llena bien el morral,<br />
y al que trabaja le meten<br />
la gloria como un bozal.</p>
<p>Para seguir la mentira,<br />
lo llama su confesor,<br />
le dice que Dios no quiere<br />
ninguna revolución,<br />
ni pliegos ni sindicatos,<br />
que ofende su corazón.</p>
<p><span style="color: #008080;">La carta</span></p>
<p>Me mandaron una carta<br />
por el correo temprano,<br />
en esa carta me dicen<br />
que cayó preso mi hermano,<br />
y sin compasión, con grillos,<br />
por la calle lo arrastraron, sí.</p>
<p>La carta dice el motivo<br />
de haber prendido a Roberto<br />
haber apoyado el paro<br />
que ya se había resuelto.</p>
<p>Si acaso esto es un motivo<br />
presa voy también, sargento, si.<br />
Yo que me encuentro tan lejos<br />
esperando una noticia,<br />
me viene a decir la carta<br />
que en mi patria no hay justicia,<br />
los hambrientos piden pan,<br />
plomo les da la milicia, sí.</p>
<p>De esta manera pomposa<br />
quieren conservar su asiento<br />
los de abanico y de frac,<br />
sin tener merecimiento,<br />
van y vienen de la iglesia<br />
y olvidan los mandamientos, sí.</p>
<p>Habrase visto insolencia,<br />
barbarie y alevosía,<br />
de presentar el trabuco<br />
y matar a sangre fría<br />
a quien defensa no tiene<br />
con las dos manos vacías, si.</p>
<p>La carta que he recibido<br />
me pide contestación,<br />
yo pido que se propale<br />
por toda la población,<br />
que el «león» es un sanguinario<br />
en toda generación, sí.</p>
<p>Por suerte tengo guitarra<br />
para llorar mi dolor,<br />
también tengo nueve hermanos<br />
fuera del que se engrilló,<br />
los nueve son comunistas<br />
con el favor de mi Dios, sí.</p>
<p><span style="color: #008080;">El exiliado del sur</span></p>
<p>(o La exiliada del sur)<br />
Un ojo dejé en Los Lagos<br />
por un descuido casual,<br />
el otro quedó en Parral<br />
en un boliche de tragos;<br />
recuerdo que mucho estrago<br />
de niño vio el alma mía,*</p>
<p><span style="color: #008080;">miserias y alevosías</span></p>
<p>anudan mis pensamientos,<br />
entre las aguas y el viento<br />
me pierdo en la lejanía.</p>
<p>Mi brazo derecho en Buin<br />
quedó, señores oyentes,<br />
el otro en San Vicente<br />
quedó, no sé con qué fin;<br />
mi pecho en Curacautín<br />
lo veo en un jardincillo,<br />
mis manos en Maitencillo<br />
saludan en Pelequén,<br />
mi blusa en Perquilauquén**<br />
recoge unos pececillos.</p>
<p>Se m’enredó en San Rosendo<br />
un pie el cruzar una esquina,<br />
el otro en la Quiriquina<br />
se me hunde mares adentro,<br />
mi corazón descontento<br />
latió con pena en Temuco<br />
y me ha llorado en Calbuco,<br />
de frío por una escarcha,<br />
voy y enderezo mi marcha<br />
a la cuesta ’e Chacabuco.</p>
<p>Mis nervios dejo en Granero,<br />
la sangr’en San Sebastián,<br />
y en la ciudad de Chillán<br />
la calma me bajó a cero,<br />
mi riñonada en Cabrero<br />
destruye una caminata<br />
y en una calle de Itata<br />
se me rompió el estrumento,<br />
y endilgo pa’ Nacimiento<br />
una mañana de plata.</p>
<p>Desembarcando en Riñihue<br />
se vio a la Violeta Parra,<br />
sin cuerdas en la guitarra,<br />
sin hojas en el colihue;<br />
una banda de chirigües<br />
le vino a dar un concierto;<br />
con su hermanito Roberto<br />
y Cochepe forman un trío<br />
que cant&#8217;al orilla del río<br />
y en el vaivén de los puertos.</p>
<p>En la versión de Violeta Parra publicada en 1970:<br />
* de niña vio el alma mía<br />
** mi falda en Perquilauquén</p>
<p><span style="color: #008080;">Lo que más quiero</span></p>
<p>Lo hombre que yo más quiero<br />
en la sangre tiene hiel,<br />
me deja sin su plumaje<br />
sabiendo que va a llover,<br />
sabiendo que va a llover.</p>
<p>El árbol que yo más quiero<br />
tiene dura la razón,<br />
me priva su fina sombra<br />
bajo los rayos del sol,<br />
bajo los rayos del sol.</p>
<p>El río que yo más quiero<br />
no se quiere detener,<br />
con el ruido de sus aguas<br />
no escucha que tengo sed,<br />
no escucha que tengo sed.</p>
<p>El cielo que yo más quiero<br />
se ha comenzado a nublar,<br />
mis ojos de nada sirven,<br />
los mata la oscuridad,<br />
los mata la oscuridad.</p>
<p>Sin abrigo, sin la sombra,<br />
sin el agua, sin la luz,<br />
sólo falta que un cuchillo<br />
me prive de la salud,<br />
me prive de la salud.</p>
<p><strong><span style="color: #008080;">Como artista plástica</span></strong></p>
<p><span style="color: #008080;">Exposições individuais</span></p>
<p>•	1964: Exposição individual do corpo humano(desnuda)Louvre, París, França.</p>
<p>•	1970: Recordando a Violeta Parra. Instituto Cultural de Las Condes, Santiago.</p>
<p>•	2003: Óleos de Violeta Parra, Palacio Consistorial da I. Municipalidad de Santiago, Santiago.</p>
<p><span style="color: #008080;">Exposições coletivas</span></p>
<p>•	Feiras de Artes Plásticas ao ar livre, Museo de Arte Contemporáneo, Universidad de Chile, Santiago.</p>
<p>•	1959: Exposição pictórica em Buenos Aires, Argentina.</p>
<p>•	Exposição en Genebra, Suiça.</p>
<p><span style="color: #008080;">Obras em coleções públicas</span></p>
<p>•	Fundação Violeta Parra, Santiago de Chile.</p>
<p><span style="color: #008080;">Obras en coleções particulares</span></p>
<p>•	Velorio de Angelito, bordado sobre tela, 27 x 41 cm</p>
<p>•	La Hija Curiosa, óleo sobre madeira, 36 x 46 cm</p>
<p>•	El Machitún, óleo sobre madera, 31 x 46 cm</p>
<p>•	Contra la Guerra, bordado sobre arpileira, 144 x 192 cm</p>
<p>•	Combate Naval I, bordado sobre arpileira, 225 x 130 cm</p>
<p>•	El Circo, bordado sobre tela</p>
<p>•	Árboles Coloridos, óleo sobre madera, 46 x 23 cm</p>
<p>•	La Cantante Calva, 1960, bordado sobre juta natural, 136 x 46 cm</p>
<p>•	Leyendo El Peneca, 1965, óleo sobre madeira, 51 x 73 cm</p>
<p><strong><span style="color: #008080;">Evento importantes no ano de 1917</span></strong></p>
<p><span style="color: #008080;">1917 em outros calendários</span></p>
<p>Calendário gregoriano</p>
<p>1917</p>
<p>MCMXVII</p>
<p>Ab urbe condita</p>
<p>2670</p>
<p>Calendário armênio</p>
<p>1366</p>
<p>Calendário chinês</p>
<p>4613 – 4614</p>
<p>Calendário hebraico</p>
<p>5677 – 5678</p>
<p>Calendários hindus</p>
<p>- Vikram Samvat</p>
<p>- Shaka Samvat</p>
<p>- Kali Yuga</p>
<p>1972 – 1973</p>
<p>1839 – 1840</p>
<p>5018 – 5019</p>
<p>Calendário persa</p>
<p>1295 – 1296</p>
<p>Calendário islâmico</p>
<p>1335 – 1337</p>
<p>Calendário rúnico</p>
<p>2167</p>
<p><strong><span style="color: #008080;">Eventos</span></strong></p>
<p>•	3 de Fevereiro &#8211; Primeira Guerra Mundial: Os Estados Unidos da América rompem relações diplomáticas com a Alemanha.</p>
<p>•	9 de Fevereiro &#8211; Primeira Guerra Mundial: A Alemanha dá início à guerra submarina.</p>
<p>•	23 de Fevereiro &#8211; A Revolução Russa tem início. O Czar é deposto e um Governo Provisório é implantado.</p>
<p>•	23 de Fevereiro &#8211; Primeira Guerra Mundial: O segundo contingente do CEP (Corpo Expedicionário Português) parte para França.</p>
<p>•	6 de Abril &#8211; Primeira Guerra Mundial: Os Estados Unidos declaram guerra à Alemanha.</p>
<p>•	13 de Maio &#8211; Três crianças (pastorinhos) declaram ter visto uma aparição da Virgem Maria sobre uma azinheira, na Cova de Iria, perto de Fátima.</p>
<p>•	4 de Junho &#8211; Foi condecorado o primeiro ganhador do Prêmio Pulitzer.</p>
<p>•	25 de Outubro &#8211; Fim do Governo Provisório na Rússia. Bolcheviques, liderados por Vladimir Lenin, assumem o poder.</p>
<p>•	7 de Dezembro- Golpe de Estado em Portugal de Sidónio Pais.</p>
<p>•	26 de Outubro &#8211; Primeira Guerra Mundial: Brasil declara estado de guerra com a Alemanha.</p>
<p>•	25 de Novembro &#8211; Primeira Guerra Mundial: Batalha de Cambrai &#8211; A maior parte dos avanços efectuados pela força blindada britânica são perdidos devido aos contra-ataques alemães.</p>
<p>•	26 de Novembro &#8211; Primeira Guerra Mundial: A Segunda Divisão do Corpo Expedicionário Português assume a responsabilidade da sua parte do Sector Português na frente.</p>
<p>•	6 de Dezembro &#8211; A Finlândia declara a independência.</p>
<p>•	7 de Dezembro- Golpe de Estado em Portugal chefiado por Sidónio Pais.</p>
<p>•	8 de Dezembro- O Presidente da República portuguesa, Bernardino Machado, exonera o Governo presidido por Afonso Costa.</p>
<p>•	Egas Moniz é nomeado embaixador de Portugal em Espanha.</p>
<p>•	Manuel García Prieto substitui Álvaro Figueroa y Torres Mendieta como presidente do governo de Espanha.</p>
<p>•	Eduardo Dato y Iradier substitui Manuel García Prieto como presidente do governo de Espanha.</p>
<p>•	Manuel García Prieto substitui Eduardo Dato y Iradier como presidente do governo de Espanha.</p>
<p>•	A IBM abre no Brasil a sua primeira filial na América Latina.</p>
<p><span style="color: #008080;">Carnaval</span></p>
<p>•	Donga registra o samba &#8220;Pelo telefone&#8221;, considerado como o primeiro samba a ser gravado.</p>
<p><span style="color: #008080;">Nascimentos</span></p>
<p>•	25 de Janeiro &#8211; Jânio Quadros, 28° presidente do Brasil (m. 1992).</p>
<p>•	11 de Fevereiro &#8211; Sidney Sheldon, novelista e roteirista dos Estados Unidos da América.</p>
<p>•	6 de Fevereiro &#8211; Zsa Zsa Gabor, atriz e socialite húngara radicada nos Estados Unidos.</p>
<p>•	6 de Março &#8211; Will Eisner, autor norte-americano de Banda Desenhada (m. 2005).</p>
<p>•	14 de Março &#8211; José Osvaldo de Meira Penna, pensador e diplomata brasileiro.</p>
<p>•	3 de Abril &#8211; Jayme de Sá Menezes, médico, biógrafo, historiador e professor brasileiro (m. 2001).</p>
<p>•	17 de Abril &#8211; Roberto Campos, economista, diplomata e professor brasileiro (m. 2001).</p>
<p>•	18 de Maio &#8211; Bill Everett, cartunista estadunidense. (m. 1973).</p>
<p>•	25 de Maio &#8211; Hans Hedberg, escultor sueco radicado na França (m. 2007).</p>
<p>•	26 de maio &#8211; Augusto Carvalho, bispo católico (m. 1997).</p>
<p>•	9 de Junho &#8211; Eric John Blair Hobsbawm, historiador inglês.</p>
<p>•	18 de Junho &#8211; Richard Boone, ator estado-unidense (m. 1981).</p>
<p>•	6 de Agosto &#8211; Robert Mitchum, ator estado-unidense (m. 1997).</p>
<p>•	19 de setembro &#8211; Kenneth Hagin, Pastor evangélico estado-unidense, criador do movimento neopentencostal.</p>
<p>•	30 de Setembro &#8211; Chacrinha, radialista e apresentador de televisão (m. 1988)</p>
<p>•	15 de Outubro &#8211; Arthur M. Schlesinger, Jr., historiador, crítico social e antigo assessor de John F. Kennedy (m. 2007).</p>
<p>•	27 de Outubro &#8211; Oliver Tambo, político sul-africano (m. 1993).</p>
<p>•	17 de novembro &#8211; Romeu Correia, escritor e dramaturgo português (m. 1996).</p>
<p>•	19 de Novembro &#8211; Indira Gandhi, Primeira Ministra da Índia (m. 1984).</p>
<p>•	2 de Dezembro &#8211; Deoscóredes dos Santos, artista plástico e escritor brasileiro.</p>
<p>•	 ? &#8211; Alice Soares, pintora e desenhista brasileira (m. 2005)</p>
<p><span style="color: #008080;">Falecimentos</span></p>
<p>•	11 de Fevereiro &#8211; Oswaldo Cruz, médico e sanitarista brasileiro (n. 1872).</p>
<p>•	16 de Fevereiro &#8211; Mirbeau, Octave, jornalista e novelista francês (n. 1848).</p>
<p>•	5 de Março &#8211; Manuel de Arriaga, primeiro presidente da República Portuguesa.</p>
<p>•	17 de Março &#8211; Franz Brentano, filósofo alemão (n. 1838).</p>
<p>•	14 de Abril &#8211; Ludwik Lejzer Zamenhof, oftalmologista e filólogo polonês, iniciador da língua Esperanto (n. 1855).</p>
<p>•	24 de Abril? &#8211; Abel Botelho, escritor e diplomata português (n. 1859).</p>
<p>•	15 de Junho &#8211; Friedrich Robert Helmert, geodesista alemão. (n. 1884).</p>
<p>•	27 de Setembro &#8211; Edgar Degas, pintor francês. (n. 1834).</p>
<p>•	15 de Novembro &#8211; Émile Durkheim, sociólogo francês (n. 1858).</p>
<p>•	31 de Dezembro &#8211; Federico Zandomeneghi, pintor impressionista italiano. (n. 1841).</p>
<p>•	(?) &#8211; Manuel Lopes Rodrigues, pintor brasileiro (n. 1860).</p>
<p>•	Choley Yeshe Ngodub, Desi Druk do Reino do Butão, n. 1851.</p>
<p><span style="color: #008080;">Prêmio Nobel</span></p>
<p>•	Física &#8211; Charles Glover Barkla.</p>
<p>•	Química – não atribuído.</p>
<p>•	Medicina – não atribuído.</p>
<p>•	Literatura &#8211; Karl Adolph Gjellerup, Henrik Pontoppidan.</p>
<p>•	Paz &#8211; Cruz Vermelha internacional, Genebra.</p>
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<p class="MsoNoSpacing"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">considerada a mais importante <a title="Folclore" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Folclore">folclorista</a> daquele país e fundadora da <a title="Música" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica">música</a> popular chilena.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Nasceu em San Carlos, província de <a title="Ñuble" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%91uble">Ñuble</a>. Realizou seus estudos escolares até o segundo ano do secundário, abandonando-os em <a title="1934" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1934">1934</a>, para trabalhar e cantar com seus irmãos em bares e circos, desenvolvendo uma importante carreira musical, como autodidata, a partir dos 9 anos.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Em <a title="1938" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1938">1938</a>, casou-se pela primeira vez e dessa união, teve dois filhos, <a title="Isabel Parra (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Isabel_Parra&amp;action=edit&amp;redlink=1">Isabel</a> e <a title="Ángel Parra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81ngel_Parra">Ángel</a>, que também viriam a se tornar compositores e intérpretes importantes.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Viveu em <a title="Valparaíso (Chile)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Valpara%C3%ADso_%28Chile%29">Valparaíso</a> entre <a title="1943" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1943">1943</a> e <a title="1945" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1945">1945</a>, e voltou a <a title="Santiago" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santiago">Santiago</a>, para cantar junto com seus filhos Em <a title="1949" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1949">1949</a> voltou a se casar e teve duas filhas dessa nova união. Em <a title="1952" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1952">1952</a> começou a pesquisar as raízes folclóricas chilenas e compôs os primeiros temas musicais que a fariam famosa. Em <a title="1954" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1954">1954</a>, quando já tinha o seu próprio programa de rádio, começou um rigoroso estudo das manifestações artísticas populares. Durante o ano de <a title="1955" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1955">1955</a> visitou a <a title="União Soviética" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Uni%C3%A3o_Sovi%C3%A9tica">União Soviética</a>, <a title="Londres" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Londres">Londres</a> e <a title="Paris" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paris">Paris</a>, cidade onde residiu por dois anos. Realizou gravações para a <a title="BBC" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/BBC">BBC</a> e os selos <a title="Odeón (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ode%C3%B3n&amp;action=edit&amp;redlink=1">Odeón</a> e &#8220;<a title="Chant du Monde (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Chant_du_Monde&amp;action=edit&amp;redlink=1">Chant du Monde</a>&#8220;. Em <a title="1957" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1957">1957</a> radicou-se em <a title="Concepción" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Concepci%C3%B3n">Concepción</a>, voltando a Santiago no ano seguinte para começar sua produção plástica. Percorreu todo o país, recopilando e difundindo informações sobre o folclore. Em <a title="1961" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1961">1961</a> mudou-se para a <a title="Argentina" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Argentina">Argentina</a>, onde fez grande sucesso com suas apresentações. Voltou a Paris e ali permaneceu por três anos, percorrendo várias cidades da Europa, destacando-se suas visitas a <a title="Genebra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Genebra">Genebra</a>. Em <a title="1965" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1965">1965</a> voltou ao Chile, viajou para a <a title="Bolívia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bol%C3%ADvia">Bolívia</a> e ao regressar a seu país, instalou uma grande tenda na comuna de <a title="La Piroka (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=La_Piroka&amp;action=edit&amp;redlink=1">La Piroka</a>, com o plano de convertê-la em um centro de referência para a cultura folclórica do Chile, juntamente com os filhos, Ángel e Isabel, e os folcloristas Patricio Manns, Rolando Alarcón e Víctor Jara, entre outros. No entanto, a iniciativa não obteve sucesso.</span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Emocionalmente abatida pelo fracasso do empreendimento e pelo dramático final de um relacionamento amoroso, Violeta Parra suicidou-se em 5 de fevereiro de 1967, na tenda de La Reina.</span></div>
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		<title>Mercedes Sosa &#8211; Cantora</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 18:53:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Mercedes Sosa
 * Tucumán, Argentina &#8211; 9 de julho de 1935 d.C
+ Buenos Aires, Argentina &#8211; 4 de outubro de 2009 d.C
(&#8230;) Cantando al sol,
como la cigarra,
después de un año
bajo la tierra,
igual que sobreviviente
que vuelve de la guerra
A grande cantora da alma latinoamericana, Mercedes Sosa, conhecida como &#8220;La Negra&#8220;, pelos longos e lisos cabelos negros, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;"><strong>Mercedes Sosa</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;"><img class="aligncenter size-full wp-image-900" title="Fotografia de Mercedes Sosa, Cantora Argentina" src="http://www.biografia.wiki.br/wp-content/uploads/2009/10/PERSONALIDADES-Cantoras-Argentina-MERCEDES-SOSA.jpg" alt="Fotografia de Mercedes Sosa, Cantora Argentina" width="396" height="495" /> * Tucumán, Argentina &#8211; 9 de julho de 1935 d.C<br />
+ Buenos Aires, Argentina &#8211; 4 de outubro de 2009 d.C</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>(&#8230;) Cantando al sol,<br />
como la cigarra,<br />
después de un año<br />
bajo la tierra,<br />
igual que sobreviviente<br />
que vuelve de la guerra</em></span></p>
<p>A grande cantora da alma latinoamericana, Mercedes Sosa, conhecida como &#8220;<strong><span style="color: #888888;">La Negra</span></strong>&#8220;, pelos longos e lisos cabelos negros, morreu hoje em Buenos Aires. Foi uma voz importante quando a região estava sob ditaduras. Sua voz poderosa encantou e politizou toda uma geração. A cantora argentina, de grande apelo popular na <strong><span style="color: #888888;">América Latina</span></strong>, foi sem dúvidas uma das mais importantes artitas do continente.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;"><img class="aligncenter size-full wp-image-947" title="PERSONALIDADES - Cantoras - Argentina - MERCEDES SOSA Show em Tele Avivi Israel Foto Pavel Wolberg efe 27 10 2008" src="http://www.biografia.wiki.br/wp-content/uploads/2009/10/PERSONALIDADES-Cantoras-Argentina-MERCEDES-SOSA-Show-em-Tele-Avivi-Israel-Foto-Pavel-Wolberg-efe-27-10-2008.jpg" alt="PERSONALIDADES - Cantoras - Argentina - MERCEDES SOSA Show em Tele Avivi Israel Foto Pavel Wolberg efe 27 10 2008" width="545" height="367" />Mercedes Sosa &#8211; Show em Tel Aviv, Israel, 27/10/2008 &#8211; Foto:Pavel Wolberg/EFE</span></p>
<p style="text-align: left;">Ela sofreu censura e perseguição na década de 70 e seus discos, carregados de crítica social, se converteram em um referencial durante o último governo militar argentino (1976-83). Sosa ainda demonstrou oposição durante os governos militares de diversos países da América do Sul nas décadas de 70 e 80.</p>
<p>Mercedes Sosa está indicada a três prêmios <strong><span style="color: #888888;">Grammy Latino</span></strong> &#8211; álbum do ano, melhor capa e melhor álbum de folclore pelo disco Cantora 1, uma compilação de seus principais sucessos gravadas em duetos com artistas como <strong><span style="color: #888888;">Caetano Veloso</span></strong> e <span style="color: #888888;"><strong>Shakira</strong></span>.</p>
<p>Descoberta aos quinze anos de idade, cantando numa competição de uma rádio local da cidade natal, quando foi-lhe oferecido um contrato de dois meses. Admirada pelo timbre de contralto, gravou o primeiro disco <strong><span style="color: #888888;">Canciones con Fundamento</span></strong>, com um perfil de folk argentino. Consagrou-se internacionalmente nos EUA e Europa em 1967, e em 1970, com <strong><span style="color: #888888;">Ariel Ramirez e Felix Luna</span></strong>, gravando Cantata Sudamericana e Mujeres Argentinas. Gravou um tributo também à chilena <strong><span style="color: #888888;">Violeta Parra</span></strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-942" title="PERSONALIDADES - Cantoras - Argentina - MERCEDES SOSA" src="http://www.biografia.wiki.br/wp-content/uploads/2009/10/PERSONALIDADES-Cantoras-Argentina-MERCEDES-SOSA-Entrevista-em-2008-Costa-Rica-Foto-Gabriela-Téllez-EFE.jpg" alt="PERSONALIDADES - Cantoras - Argentina - MERCEDES SOSA" width="535" height="342" /><span style="color: #008080;">Entrevista em 2008 Costa Rica &#8211; Foto Gabriela Téllez/EFE</span></p>
<p>Sosa interpreta um vasto repertório, gravando canções de vários estilos. Atua freqüentemente com muitos músicos argentinos como <strong><span style="color: #888888;">León Gieco, Charly García, Antonio Tarragó Ros, Rodolfo Mederos e Fito Páez</span></strong>, e outros latino-americanos como <strong><span style="color: #888888;">Milton Nascimento, Fagner e Silvio Rodríguez.</span></strong></p>
<p>É também uma conhecida ativista política de esquerda, foi peronista na juventude. Em tempos mais recentes manifestou-se como forte opositora da figura de <strong><span style="color: #888888;">Carlos Menem</span></strong> e apoiou a eleição do ex-presidente <strong><span style="color: #888888;">Néstor Kirchner</span></strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-944" title="PERSONALIDADES - Cantoras - Argentina - MERCEDES SOSA com a Presidente da Argentina Cristina Kirchner Foto Ian Sales EFE 2007" src="http://www.biografia.wiki.br/wp-content/uploads/2009/10/PERSONALIDADES-Cantoras-Argentina-MERCEDES-SOSA-com-a-Presidente-da-Argentina-Cristina-Kirchner-Foto-Ian-Sales-EFE-2007.jpg" alt="PERSONALIDADES - Cantoras - Argentina - MERCEDES SOSA com a Presidente da Argentina Cristina Kirchner Foto Ian Sales EFE 2007" width="550" height="368" /><span style="color: #008080;">Mercedes Sosa co a Presidente da Argentina Cristina Kirchner &#8211; Foto Ian Sales/EFE 2007</span></p>
<p>A preocupação sócio-política refletiu-se no repertório interpretado, tornando-se uma das grandes expoentes da Nueva Canción, um movimento musical latino-americano da década de 60, com raízes africanas, cubanas, andinas e espanholas. No Brasil, <strong><span style="color: #888888;">Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque</span></strong>, entre outros artistas, são expressões da Nueva Canción, marcada por uma ideologia de rechaço ao que entendiam como imperialismo norte-americano, consumismo e desigualdade social.</p>
<p>Possui um dueto (&#8220;<strong><span style="color: #888888;">So le piedo a Dios</span></strong>&#8220;) com a consagrada cantora de Samba <strong><span style="color: #888888;">Beth Carvalho</span></strong>, cada uma cantando no seu idioma.</p>
<p>Destacamos também o dueto dela com o cantor cearense Fagner na música <strong><span style="color: #888888;">Años</span></strong>, sucesso gravado em 1981.</p>
<p>Uma musica muito conhecida na sua firme e, ao mesmo tempo, terna voz é a canção &#8220;Gracias a la vida&#8221;.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008080;">Mercedes Sosa canta Gracias a la Vida &#8211; Composição de <a href="../compositores-violeta-parra.html" target="_blank">Violeta Parra</a><br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/IjZ7doB2ErU" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/IjZ7doB2ErU"></embed></object><br />
</span></p>
<p>Por volta da década de 1970, ela foi reconhecida como uma das cantoras que impulsionou o Movimento do Novo Cancioneiro, que tinha inspiração social e incorporava nas músicas críticas aos governos ditatoriais da América Latina.</p>
<p>A proximidade da cantora com movimentos comunistas e o apoio a partidos de esquerda atraiu a atenção e a censura do governo argentino e, em 1979 &#8211; um ano após ficar viúva do segundo marido -, Sosa foi presa juntamente com um público de aproximadamente 200 estudantes durante uma apresentação na cidade de La Plata.</p>
<p>&#8220;Eu lembro quando me levaram presa&#8221;, disse Sosa no final de 2007. &#8220;Eu estava cantando para universitários que estavam no último ano de Veterinária. Não era político&#8221;. Ela foi libertada 18 horas depois, após o pagamento de fiança e devido à pressão internacional, mas foi obrigada a deixar a Argentina. &#8220;Eu sabia que teria de sair. Estava sendo ameaçada pela AAA (o esquadrão da morte Aliança Anticomunista Argentina). As pessoas da marinha, do serviço secreto estavam me seguindo.&#8221;</p>
<p>Sosa viajou para a Espanha e depois para a França. O diretor musical da cantora, Popi Spatocco, disse que o exílio foi excessivamente difícil para uma mulher que amava a Argentina. Sosa voltou para casa apenas em 1982, nos meses finais do regime ditatorial.</p>
<p>No ano seguinte, ela lançou o álbum &#8220;Mercedes Sosa&#8221;, que contém alguns de seus maiores sucessos: &#8220;Un Son para Portinari&#8221;, &#8220;Maria Maria&#8221; e &#8220;Inconsciente Colectivo&#8221;, de Charly Garcia; &#8220;La Maza&#8221; e &#8220;Unicornio&#8221;, de Silvio Rodriguez; &#8220;Corazón Maldito&#8221;, de Violeta Parra; e &#8220;Me Yoy pa&#8217;l Mollar&#8221;, em parceria com Margarita Palacios.</p>
<p>Sosa teve três de seus discos considerados os melhores álbuns de Folk na premiação da Grammy Latino &#8211; &#8220;Misa Criolla&#8221;, em 2000, &#8220;Acustico&#8221;, em 2003, e &#8220;Corazón Libre&#8221;, em 2006. Ela também atuou em filmes como &#8220;El Santo de la Espada&#8221;, sobre o herói da independência argentina, José de San Martin. A cantora gravou mais de 70 discos, sendo o mais recente um álbum duplo.</p>
<p><strong><span style="color: #008080;">A cerimônia fúnebre &#8211; do G1<br />
</span></strong><span style="font-size: xx-small;"><span style="color: #808080;">Marina Guimarães, da Agência Estado</span></span></p>
<p>Corpo de Mercedes Sosa é cremado e Argentina se despede</p>
<p>Corpo de &#8216;Negra&#8217; foi retirado do Congresso Nacional e cremado no Cemitério de Chacarita, em Buenos Aires</p>
<p><a href="http://www.biografia.wiki.br/wp-content/uploads/2009/10/PERSONALIDADES-Cantoras-Argentina-MERCEDES-SOSA-Fãs-cantam-durante-funeral.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-953" title="Mercedes Sosa, Fãs cantam durante funeral" src="http://www.biografia.wiki.br/wp-content/uploads/2009/10/PERSONALIDADES-Cantoras-Argentina-MERCEDES-SOSA-Fãs-cantam-durante-funeral.jpg" alt="Mercedes Sosa, Fãs cantam durante funeral" width="292" height="280" /></a>Grupo de pessoas canta em homenagem à artista durante o cortejo fúnebre. Foto Leo La Valle/EFE</p>
<p>Entre lágrimas e cantos o povo argentino se despediu da cantora Mercedes Sosa, nesta segunda-feira. O corpo da &#8220;Negra&#8221;, como é carinhosamente chamada pelos fãs, foi retirado do Congresso Nacional, onde foi velado desde domingo, e levado ao <strong>Cemitério de Chacarita</strong>.</p>
<p>As cinzas serão divididas entre sua província natal &#8211; Tucumán -, Mendoza e Buenos Aires. Emocionados, os fãs despedem-se da artista amada por toda a América Latina.</p>
<p>Fabián Matus, filho de &#8220;Negra&#8221;, recebeu mensagens solidárias de presidentes de vários países, como Israel, Espanha, Itália, Brasil e outros. Aos 74 anos, Mercedes Sosa, a cantora de folclore &#8220;mais roqueira&#8221; da Argentina, como definiu um dos ícones do rock local, Charly Garcia, recebeu o último adeus de inúmeras personalidades, entre elas o ex-astro de futebol Diego Armando Maradona, o técnico da seleção nacional. &#8220;Morreu uma das melhores do mundo; cantando não vai haver outra como ela; cantava com uma liberdade que ninguém tem nem neste país, nem no mundo&#8221;, disse Maradona.</p>
<p>A presidente Cristina Kirchner também foi ao Congresso despedir-se da artista. O governo decretou luto nacional por três dias e destacou que Mercedes &#8220;esteve sempre de mãos dadas com um forte compromisso social&#8221;.</p>
<p>O decreto ressalta seu &#8220;espírito solidário&#8221;, &#8220;honestidade intelectual&#8221;, &#8220;compromisso artístico e social e a ferrenha defesa dos direitos humanos e das causas justas&#8221;. O texto ainda recorda que &#8220;esse compromisso social lhe causaria na década de 70 a perseguição da ditadura, a prisão e o exílio, produzindo-se seu retorno ao país no ano de 1982&#8243;.</p>
<p><span style="color: #008080;">Opinião de um fã:</span></p>
<p><span style="color: #008080;">Raymundo Luiz Lopes</span></p>
<p>&#8220;Os da minha geração e fãs da artista, que não aceitaram, como eu, os regimes facistas/ditatoriais devem estar lamentando a morte da cantora argentina Mercedes Sosa. Uma figura brilhante do mundo musical latino-americano e exemplar na defesa dos direitos humanos, conhecida como &#8216;a voz de uma maioria silenciosa. Através de sua excelente performance artística, expressão notável da música &#8216;folk&#8217;, Sosa, no palco, nas praças, onde estivesse, espraiava seu canto solidário em defesa dos mais pobres e  pela liberdade política do povo. A sua interpretação de &#8216;Gracias a la Vida&#8217;, de Violeta  Parra, foi, para nós, a partir dos anos 70 (tempos de chumbo), um hino de beleza, de (e)ternas paixões e de estímulo aos ideais da Vida, pela Vida, para a Vida. &#8216;La Negra&#8217;, a lenda, INESQUECÍVEL!!!!!!.&#8221;</p>
<p><span style="color: #008080;">Discografia</span><br />
* La voz de la zafra (1962)<br />
* Canciones con fundamento (1965)<br />
* Yo no canto por cantar (1966)<br />
* Hermano (1966)<br />
* Para cantarle a mi gente (1967)<br />
* Con sabor a Mercedes Sosa (1968)<br />
* Mujeres argentinas (1969)<br />
* Navidad con Mercedes Sosa (1970)<br />
* El grito de la tierra (1970)<br />
* Homenaje a Violeta Parra (1971)<br />
* Hasta la victoria (1972)<br />
* Cantata Sudamericana (1972)<br />
* Traigo un pueblo en mi voz (1973)<br />
* Niño de mañana (1975)<br />
* A que florezca mi pueblo (1975)<br />
* La mamancy (1976)<br />
* En dirección del viento (1976)<br />
* O cio da terra (1977)<br />
* Mercedes Sosa interpreta a Atahualpa Yupanqui (1977)<br />
* Si se calla el cantor (1977)<br />
* Serenata para la tierra de uno (1979)<br />
* A quién doy (1980)<br />
* Gravado ao vivo no Brasil (1980)<br />
* Mercedes Sosa en Argentina (1982)<br />
* Mercedes Sosa (1983)<br />
* Como un pájaro libre (1983)<br />
* Recital (1983)<br />
* ¿Será posible el sur? (1984)<br />
* Vengo a ofrecer mi corazón (1985)<br />
* Corazón Americano (1985) (con Milton Nascimento &amp; León Gieco)<br />
* Mercedes Sosa ´86 (1986)<br />
* Mercedes Sosa ´87 (1987)<br />
* Gracias a la vida (1987)<br />
* Amigos míos (1988)<br />
* En vivo en Europa (1990)<br />
* De mí (1991)<br />
* 30 años (1993)<br />
* Sino (1993)<br />
* Gestos de amor (1994)<br />
* Oro (1995)<br />
* Escondido en mi país (1996)<br />
* Alta fidelidad (1997) (con Charly García)<br />
* Al despertar (1998)<br />
* Misa Criolla (2000)<br />
* Acústico (2002)<br />
* Argentina quiere cantar (2003) (con Víctor Heredia &amp; León Gieco)<br />
* Corazón Libre (2005)</p>
<p><span style="color: #008080;">Filmografia</span><br />
* Güemes, la tierra en armas (1971)<br />
* Argentinísima (1972)<br />
* Ésta es mi Argentina (1974)<br />
* Mercedes Sosa, como un pájaro libre (1983)<br />
* Será posible el sur: Mercedes Sosa (1985)<br />
* Historias de Argentina en Vivo (2001)</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #008080;">Em velório no Congresso argentino, fãs se despedem de Mercedes Sosa</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #008080;"><img class="aligncenter size-full wp-image-936" title="PERSONALIDADES - Cantoras - Argentina - MERCEDES SOSA Velório" src="http://www.biografia.wiki.br/wp-content/uploads/2009/10/PERSONALIDADES-Cantoras-Argentina-MERCEDES-SOSA-Velório.jpg" alt="PERSONALIDADES - Cantoras - Argentina - MERCEDES SOSA Velório" width="595" height="424" /><span style="color: #808080;">Foto AP/G1<br />
</span></span></strong></p>
<p><span style="color: #808080;">Fãs de Mercedes Sosa se mobilizaram neste domingo (4) para se despedir da cantora, que morreu em Buenos Aires, aos 74 anos, em consequência de uma doença hepática complicada por problemas respiratórios.</span></p>
<p><span style="color: #808080;">O corpo foi velado no Congresso argentino e muitos admirados levaram flores e foram fazer sua última homenagem a uma das intérpretes mais conhecidas da música regional latino-americana, e uma das artistas mais famosas na Argentina depois de Carlos Gardel e Astor Piazzolla.</span></p>
<p><span style="color: #808080;">Ela havia sido internada em 18 de setembro, depois de ter sofrido uma complicação renal, mas seu estado piorou nos últimos dias por causa de uma falha cardiorrespiratória.</span></p>
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